Uma nova cara do cinema

Ator pernambucano Jesuíta Barbosa, de 22 anos, chama a atenção nas novas produções da sétima arte nacional

iG Minas Gerais | gustavo rocha |

rec produtores associados/divulgação
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Se você foi ao cinema recentemente ou se planeja ir nos próximos meses para assistir a um filme nacional, a chance de ver Jesuíta Barbosa é grande. O ator, natural de Salgueiros, Pernambuco, é uma espécie de sensação do cinema brasileiro. “Tatuagem”, filme protagonizado por Jesuíta, faz pré-estreia em Belo Horizonte hoje. No longa, dirigido por Hilton Ferreira, Jesuíta interpreta um recruta do exército brasileiro que se envolve com o líder de uma trupe teatral subversiva (Irandhir Santos) em plena ditadura militar. A temática “delicada” não parece assustar o ator. “Na realidade, eu acho que o filme todo em si é delicado, íntimo. Eu trato isso (a questão da sexualidade narrada no filme) da forma mais natural possível. Todo mundo que fez esse trabalho se entregou mesmo. Foi visceral. De certa forma, já esperávamos esse retorno que aconteceu nos festivais”, diz Jesuíta, em entrevista por telefone de Fortaleza. Para a chance de interpretar o jovem militar, ele passou por testes em Fortaleza (cidade onde vive desde os oito anos de idade) e Olinda, até conquistar o papel. Depois de participar de “Serra Pelada” de Heitor Dhalia – filme em que interpreta Navalhada, do bando de homossexuais de Serra Pelada – Jesuíta se prepara para invadir os cinema com estreia prevista de mais quatro produções. “Praia do Futuro”, dirigido por Karim Aïnouz, conta a história de dois irmãos que se separam. Jesuíta atua como o irmão mais novo que parte de Fortaleza para Berlim com o intuito de encontrar o irmão mais velho (Wagner Moura) que não vê há muito tempo. Segundo o ator, “é uma história de amor. De amor de macho”. As filmagens de “Praia do Futuro” também marcam a primeira saída do jovem ator do Brasil. “Fui para Berlim em fevereiro, em pleno inverno, fazia um frio danado. Fiquei duas semanas hospedado em um hotel sozinho. Minha mão congelava, apesar da luva. Mas logo eu me virei, a cidade é muito organizada”. Jesuíta também terá sua estreia internacional com uma pequena participação no filme “Trash”, de Stephen Daldry. “Cara, é o diretor de ‘As Horas’”. Além desse filme de 2002, que rendeu o Oscar de melhor atriz a Nicole Kidman, Daldry dirigiu também “Billy Elliot” (2000) e “O Leitor” (2008). “Não sei dizer como o Stephen chegou até mim, ele estava no Rio de Janeiro e quis me conhecer. Almoçamos juntos e ele me propôs uma cena que não estava prevista no roteiro do filme. Falou que queria minha participação. Tinha uns túneis debaixo da Central do Brasil, e ele queria filmar ali. Eu lhe disse: ‘Cara, eu filmo o que você quiser. Eu sou muito apaixonado pelos filmes dele”, diverte-se Jesuíta. SOTAQUE. Na lista de estreias está ainda: “Jonas e a Baleia”, a história de um amor impossível. Um rapaz sequestra uma garota e a mantém refém dentro de um carro alegórico de Carnaval, em forma de uma baleia. O “casal”, sequestrador e refém, fica preso dentro da baleia durante uma semana e estabelece uma relação amorosa. O filme, dirigido por Lo Politi, representou um novo desafio para Jesuíta: “Tive que perder um pouco do sotaque para fazer um paulistano. Tentei deixar ele mais neutro”, diz. E para terminar a maratona de estreias há ainda “Cine Holliúdy”, dirigido por Halder Gomes, filme no qual faz pequena participação. “Esse filme foi um sucesso em Fortaleza, bateu recorde de bilheteria, ganhando de ‘Titanic’, ‘Senhor dos Anéis’, ‘Tropa de Elite’...” O sucesso da produção e o dinheiro ganho com a bilheteria fará com o que seja lançado também no Sudeste. Ou seja, mais uma oportunidade para ver o jovem ator em ação. Projetos para o futuro, Jesuíta? “Cara, para esse final de ano, o meu único plano é ficar em Fortaleza com minha família. Passar o Natal e o Ano Novo aqui descansando. Claro, tem muita coisa, muito convite para o próximo ano, mas por hora, eu prefiro nem falar a respeito. E é legal que, como 2013 foi um ano de muito trabalho, os filmes estão estreando aos poucos. Ou seja, a pessoas ainda vão me ver bastante no cinema”, destaca o ator. Você pode encontrar Jesuíta: Em cartaz: “Serra Pelada , filme de Heitor Dhalia “Tatuagem” , de Hilton Lacerda, tem pré-estreia hoje nos cinemas Próximas estreias: “Cine Holliúdy” , de Halder Gomes; “Praia  do Futuro” , de Karim Aïnouz, “Trash” , de Stephen Daldry

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