Briga entre prefeitura e hospitais bloqueia dinheiro destinado ao SUS

Valor de verba de gratificação é R$ 7 milhões; segunda secretária de saúde, problema deve ser resolvido na próxima quarta-feira

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Um impasse entre a Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, e hospitais públicos da cidade está impedindo o repasse de uma verba de gratificação ao Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de R$ 7 milhões, que foram mandados pelos governos federal e estadual, estão parados. A denúncia partiu de  padres e diáconos da Arquidiocese de Montes Claros. Segundo eles, o bloqueio do dinheiro estariam prejudicando os pacientes da Santa Casa e do Hospital Aroldo Tourinho. Em nota, os padres e diáconos informaram que o motivo da retenção seria um problema da prefeitura com o arcebispo que estava à frente das reclamações, Dom José Alberto Moura. Entretanto, a assessoria de imprensa a prefeitura informou que a verba de gratificação só é repassada quando os hospitais cumprem compromissos firmados com a cidade. Mas isso não estaria acontecendo em Montes Claros, uma vez que os hospitais não ampliaram os leitos e implantaram uma área de psiquiatria, como havia sido acordado. A assessoria ainda destacou que o repasse de custeio foi entregue normalmente no valor de R$ 117 milhões e que não existe problema com o arcebispo. Nesta sexta-feira (8), uma audiência pública foi realizada e, segundo a secretária de saúde, Ana Paula de Oliveira Nascimento, as duas partes entraram em consenso e um novo acordo deve ser assinado na próxima quarta-feira (13). “O valor da verba é de R$ 7 milhões. A última entregue foi em maio deste ano e, assim que estiver tudo resolvido, o dinheiro será repassado”, explicou Ana Paula. A reportagem de O TEMPO tentou contato com o atual provedor da Santa Casa, Heli Penido, para saber por quais motivo os leitos não foram ampliados. A assessoria do hospital informou que ele só poderia conversar sobre o assunto na segunda-feira (11). Dom José Alberto também foi procurado, mas ele não estaria no município e não poderia comentar o caso. 

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