Palestinos acusam Israel de envenenar Yasser Arafat, em 2004

País nega qualquer participação na morte, afirmando que o tinha isolado politicamente na época e não tinha qualquer razão para assassiná-lo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

MUHAMMED MUHEISEN/ARQUIVO/ASSOCIATED PRESS
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Israel é o único suspeito da morte do líder palestino Yasser Arafat em 2004, afirmou nesta sexta-feira, 8, Tawfik Tirawi, investigador chefe do caso. Um dia antes, cientistas suíços disseram que Arafat foi provavelmente envenenado com polônio radioativo. Tirawi fez a declaração durante uma coletiva de imprensa realizada pelo grupo palestino que investiga a morte de Arafat. Ele afirmou que o líder não morreu de morte natural, mas foi evasivo ao ser questionado se Arafat foi envenenado com Polonio. "Não é importante que eu diga aqui que ele foi morto por polônio", disse ele, "mas eu digo, com todos os detalhes disponíveis sobre a morte de Yasser Arafat, que ele foi morto e que Israel o matou". Em outro ponto da coletiva, Tirawi descreveu Israel como o "primeiro, fundamental e único suspeito do assassinato de Yasser Arafat". Israel nega qualquer participação na morte do líder palestino, afirmando que o tinha isolado politicamente na época e não tinha qualquer razão para assassiná-lo. "Deixe-me disser isso da forma mas simples possível: Israel não matou Arafat", afirmou nesta sexta-feira o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores israelense, Yigal Palmor, em resposta às acusações. "Os palestinos devem parar com este absurdo e deixar de levantar essas acusações sem fundamento nem qualquer prova", acrescentou Palmor. Arafat morreu em 11 de novembro de 2004, num hospital militar francês, aos 75 anos, um mês depois de adoecer em seu complexo localizado na Cisjordânia. Na época, médicos franceses disseram que ele morreu após um acidente vascular cerebral e que ele tinha problemas de coagulação sanguínea, mas os registros sobre o que provocou esses problemas não foram conclusivos. O túmulo de Arafat foi aberto no início deste ano, o que permitiu que cientistas suíços, russos e franceses retirassem amostras de ossos e de terra para investigações.  

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