Novo prefeito de Nova York quer mudanças profundas

Norte-americano levou 73% dos votos nas eleições municipais que ocorreram nesta semana

iG Minas Gerais |

Bebeto Matthews / ap / 10.09.2013
Eleito.O prefeito Bill de Blasio e sua mulher, Chirlane McCray
NOVA YORK, EUA. Após 12 anos sob o comando de Michael Bloomberg e há mais de duas décadas sem eleger um prefeito democrata, Nova York endossou nesta terça-feira as mudanças radicais – de estilo, de discurso – propostas pelo defensor público Bill de Blasio. Confirmando as previsões e as pesquisas de boca de urna, os resultados das votações indicaram sua confortável vitória sobre o republicano Joe Lhota, ex-presidente da Autoridade e Transportes Metropolitana (MTA) e ex-vice de Rudolph Giuliani, com 73% contra 24% dos votos. “Queridos nova-iorquinos: hoje vocês falaram alto e claramente por uma nova direção para Nova York. Nosso trabalho está só começando. Não temos ilusões com relação às tarefas que nos esperam. Mas não se enganem: as pessoas desta cidade escolheram um caminho progressista”, disse o novo prefeito em um discurso após a confirmação da vitória. De Blasio,52, foi o mais surpreendente dos candidatos, em todos os sentidos: de político praticamente desconhecido, ele passou a franco favorito na reta final da campanha, posicionando-se como o anti-Bloomberg – o atual prefeito é repetidamente acusado por ele de promover um “conto de duas cidades”, divididas por uma crescente desigualdade de renda. “Essa eleição traz um contraste muito claro entre dois candidatos muito diferentes. O senhor Lhota claramente quer manter o status quo da cidade. Eu estou clamando por mudanças fundamentais”, resumiu De Blasio, após votar no Brooklyn, onde mora, acompanhado da família, que teve papel fundamental na eleição. “De Blasio é o primeiro candidato a prefeito em muito tempo por quem eu estou realmente empolgado, estou empolgado de ele realmente unir a cidade e lidar com as questões da pobreza”, disse o advogado Russell Neufeld, 66, no mesmo posto de votação do democrata. Joe Lhota passou as últimas semanas dedicado a uma ofensiva de comerciais na TV, insistindo que De Blasio traria a cidade de volta aos dias sombrios de crime generalizado e má gerência fiscal. De Blasio, por sua vez, usou os três debates para ligar Lhota ao Tea Party, obrigando o adversário a se distanciar dos seus correligionários na reta final. A partir daí, o jogo ficou fácil: em Nova York, os eleitores democratas têm vantagem de seis a um sobre os republicanos, e as pesquisas, embora mostrassem que a população aprova a força previsível e estabilizadora de Bloomberg, também apontavam para um determinante desejo de mudança.

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