Carne e tomate ajudam a subir inflação no mês

Taxa aumenta desde julho e fica em 0,57%

iG Minas Gerais | cristina moreno de castro |

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Vilão.O tomate foi o item que mais encareceu no mês de outubro
O preço do tomate, que virou motivo de piada no início do ano, voltou a subir com força – 18,65% – neste mês de outubro, em relação ao mês anterior. Junto com a carne, a farinha e outros itens alimentares, o fruto contribuiu para um aumento de 0,57% no IPCA, o índice oficial de inflação medido pelo IBGE, divulgado ontem. Com a taxa de outubro, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,84%. O grupo de alimentação e bebidas foi o que mais cresceu de um mês ao outro, mas não foi o único: vestuário, artigos de residência, despesas pessoais e comunicação também subiram. Analistas atribuem esses preços maiores à desvalorização cambial recente. E, apesar de a inflação ter ficado abaixo da expectativa do mercado e dentro do teto da meta do governo (6,5%), analistas não estão tão otimistas e seguem esperando que o Banco Central aumente a taxa de juros da Selic (hoje em 9,5%), como vem fazendo desde abril, para conter a inflação. Um grupo de analistas espera que a Selic feche o ano em 10%. “O Banco Central vai ter de continuar aumentado os juros”, diz o economista Gabriel Leal de Barros, da FGV. Previsões. O pessimismo tem algumas razões de ser. A mais concreta é que a inflação não para de subir mensalmente, desde julho, quando estava a apenas 0,03%. Outro motivo é que os alimentos tendem a subir ainda mais na época de Natal e também é esperado o impacto dos reajustes de energia elétrica, água e cigarros, concedidos entre o fim de outubro e o início de novembro. Por fim, há a expectativa de reajuste no preço da gasolina ainda neste mês. Com tudo isso, analistas estimam uma inflação ainda maior em novembro. O economista-chefe da Concórdia Corretora, Flávio Combat, espera uma taxa de 0,60%. E a LCA Consultores prevê alta de 0,70%. ( Com agências )   Metodologia PIB. O IBGE divulgou ontem que o PIB do 3º trimestre, que será anunciado em 3 de dezembro, terá mudanças metodológicas que incluirão em seu cálculo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

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