Carregador de pianos, Nilton sonha em marcar o gol do título

Jogador chegou sem recepção de gala, mas se tornou peça importante no meio-campo e ataque da Raposa

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Washington Alves/VIPCOMM
Nilton tem sido fundamental no meio-campo do Cruzeiro
Ele chegou sem badalação, mas com potencial para fazer um bom papel com a camisa celeste. Só que o volante Nilton não se saciou em apenas cuidar da marcação no meio-campo cruzeirense. A eficiência no momento de atacar, os arremates de fora da área e os sete gols marcados no Brasileirão, fizeram com que o atleta recebesse, com merecimento, a alcunha de “carregador de piano”. Com todas essas qualidades, Nilton rapidamente caiu nas graças da torcida. Neste domingo, o volante-artilheiro poderá comemorar seu primeiro título pelos azuis: o de campeão brasileiro. E além deste objetivo perto de ser concretizado, existe um outro sonho que aumenta ainda mais a ansiedade do camisa 19. “Podia acontecer de eu marcar (o gol do título). A bola está perseguindo. Quem sabe não aconteça contra o Grêmio. Mas se não for comigo, que seja com qualquer um. Se não for, pode ser o Borges”, declarou o volante. A possibilidade real de conquistar um título de expressão logo em seu primeiro ano de clube é algo que fortalece ainda mais o jogador. “Mal vejo a hora de o domingo chegar. Há sempre aquele friozinho. A equipe vai com a mesma responsabilidade para vencer”, ressaltou. Duelo com o pirata. Um dos responsáveis por barrar as ações do atacante Barcos, Nilton cobra atenção redobrada por parte de todo o sistema defensivo. “O Barcos é um excelente atacante, usa bem o corpo. Também tem o Kleber, Elano, Souza. Todos são jogadores que precisam ser observados. Mas para o Barcos a atenção tem de ser melhor. O Kleber também, por ser um jogador aguerrido e forte. O Grêmio é uma equipe que marca bem e joga em cima do Barcos”, salientou o volante. Balanço. A temporada ainda não acabou, mas Nilton a classifica como vitoriosa, tanto em termos individuais, como em coletivos. “Esperava vir e mostrar meu trabalho. Força de vontade é o que não iria faltar. É o meu modo de jogar. O professor Marcelo já sabia das minhas qualidades, de ser elemento surpreso e por chutar de longa distância. E pude mostrar isso ao longo do ano, aos poucos. Espero fechar o ano com chave de ouro com o título”, resumiu.

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