Médicos cubanos dizem que o maior desafio será a língua

Grupo, que tem dois casais, possui experiência de até 20 anos na medicina

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

João Lêus
UBS’s. Médicos irão atuar no Homero Gil, Colônia, Trincheira, Parque do Cedro, Icaivera e Guanabara
  “É relevante e muito bom que Betim e o país tenham um contingente de médicos de outras nacionalidades, além dos nossos profissionais brasileiros, para somar conosco. Isso proporciona uma troca de conhecimentos e experiências que são benéficas à população”. Foi com essas palavras que o secretário municipal de Saúde, Mauro Reis, recepcionou os sete médicos cubanos designados para trabalhar em Betim pelo Ministério da Saúde (MS), por meio do programa Mais Médicos, durante reunião na segunda-feira (4), na prefeitura, que contou com a presença de gerentes das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) em que eles irão atuar. Os profissionais foram designados para atuar no Homero Gil, Colônia, Trincheira, Parque do Cedro, Icaivera e Guanabara.    Na ocasião, os intercambistas – Nuris Calero, 43, Armando Enrique Avalo, 44, Keiler Legra Guilarte, 31, Yenisley Castillo Garcia, 30, Alexi Molina Luis, 41, Alexis Catar Sollet, 46, e Alexey Bacardi, 37 – contaram um pouco de suas experiências na área médica e falaram sobre a expectativa de atuar em Betim.   “Muitos povos necessitam de ajuda e a nossa expectativa é melhorar os indicadores de saúde da população de Betim. Essa é a nossa missão enquanto médicos. Cuba é um país pobre, mas rico em mão de obra”, disse Nuris.    Os profissionais, que nunca haviam pisado em terras brasileiras, chegaram a Belo Horizonte no dia 6 de outubro. Desde então, eles já fizeram um curso de idiomas que durou três semanas e aprenderam um pouco sobre a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). Eles vieram para Betim na quinta-feira (31) e estão hospedado em um hotel da cidade até que a prefeitura consiga um imóvel para eles morarem.    Experiência O grupo, que é composto por dois casais, traz consigo uma vasta experiência, que varia entre 13 e 21 anos de exercício da medicina. Eles já prestaram atendimento em outros países, como Venezuela, Bolívia, Guatemala e Paquistão. Todos são generalistas, com especialização em Medicina da Família e Comunidade.    “Os cubanos são muito parecidos com os brasileiros e nós já estamos acostumados a trabalhar em áreas carentes. Por isso, acho que o nosso maior desafio será a língua portuguesa”, disse Keiler.    Conforme o Ministério da Saúde, eles devem ficar no Brasil, inicialmente, durante três anos. Agora, a Secretaria Municipal de Saúde aguarda receber os registros profissionais, que serão enviados pelo MS, para que os médicos possam começar a trabalhar.

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