Muito mais que um mascote

Ídolo da criançada, mascote azul tem papel fundamental na divulgação da marca Cruzeiro

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

UARLEN VALERIO / O TEMPO
Em casa. Raposão posa para fotos em frente ao painel que retrata os maiores ídolos do Cruzeiro
Um ídolo carismático, capaz de reunir uma multidão de torcedores, engajado em projetos sociais e que faz a festa da criançada cruzeirense em qualquer lugar que vá. E olha que ele nunca disputou uma partida oficial pelo clube. Tão famoso quanto os atletas que alcançaram o status de ícone da história celeste, o Raposão completou dez anos de vida em março deste ano e está perto de ganhar um presentão: o título do Brasileiro. No domingo, ele poderá angariar seu terceiro título nacional. Logo no ano de seu nascimento, o mascote se mostrou pé quente e comemorou a Copa do Brasil e o primeiro Campeonato Brasileiro por pontos corridos. Porém, o Raposão não que saber só de festa. Trata-se de uma peça de suma importância em ações de marketing e de cunho social, além de levantar o astral da China Azul nos jogos. Criado em 2003, pelo departamento de marketing, o mascote rapidamente caiu nas graças da torcida e passou a desempenhar um papel que já foi dos atletas da época em que o presidente do clube era Felicio Brandi, principalmente nos anos 60 e 70. “O Raposão é uma importante ferramenta de ativação da torcida. Ele tem um papel que jogadores da época do Felicio Brandi tinham, que é o de visitar creches e divulgar a marca do Cruzeiro. Hoje em dia, a agendas dos jogadores impede com que eles façam isso. E o Raposão cumpre essa lacuna para a gente”, declarou o diretor de marketing, Marcone Barbosa. Esse discurso é compartilhado pelo responsável pelo setor no ano em que o Raposão nasceu, Paulo Nélio. “Em 2003, foi uma novidade. Naquela época, não havia sequer um clube da Primeira Divisão (do Brasileiro) com mascote. Hoje, todos os clubes, inclusive da Segunda Divisão, não abrem mão do seu mascote. Além da novidade em si, a figura dele é carismática”, ponderou Nélio, que relembra os passos do departamento de marketing para se chegar ao produto final. “Foram analisados mais de dez formatos para se chegar ao resultado que os torcedores mirins adoram e que, ao mesmo tempo, representa a garra e a força da torcida e do time”, relatou.

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