Maestros da orquestra celeste

Destaque desta edição do torneio, meia tece elogios ao treinador, antigo desafeto da torcida

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

JOAO GODINHO / O TEMPO
Em alta. Everton Ribeiro (centro) é um dos pilares do esquema de jogo implantado no Cruzeiro pelo técnico Marcelo Oliveira
Dois maestros. Um deles, orquestra o meio-campo do Cruzeiro no gramado. O outro, fora das quatro linhas, faz o time jogar por música. Ex-companheiros de Coritiba, o meia Everton Ribeiro e o técnico Marcelo Oliveira não estão simplesmente reeditando uma parceria de sucesso, mas sim a estão elevando a um outro patamar, agora no clube celeste. No domingo, ambos podem chegar à glória, com o título brasileiro, caso a Raposa supere o Grêmio, no Mineirão e o Atlético-PR não derrote o São Paulo, no Durival de Britto, em Curitiba. Responsável direto pela vinda de Everton para a Toca II, Marcelo conseguiu dar liga à equipe e driblou a desconfiança de grande parte da torcida, que não queria a contratação do treinador, cujo passado é fortemente ligado ao rival Atlético. Só com persistência e um trabalho de qualidade, o técnico mudou a opinião da China Azul. Por sua vez, o elenco estrelado sempre acreditou em Marcelo Oliveira. Everton, por exemplo, é suspeito para falar daquele que o trouxe para o Cruzeiro. “O Marcelo é um excelente treinador. Está mostrando isso ano a ano. Está entre os melhores do Brasil. No Coritiba, ele sempre apostou em mim. E aqui não está sendo diferente. Escuto tudo o que ele tem para me ensinar. É por isso que está dando certo essa parceria”, ponderou Everton. Para o jogador, o técnico só precisa de um grande título para coroar o ótimo trabalho dos últimos anos. “Ele merece, é um cara que trabalha e é justo. Sempre faz o melhor. Quando a gente perde, ele está ali para conversar com a gente. Esperamos ser campeões”, disse. Maestro, eu? Everton Ribeiro está ciente de sua própria importância dentro de campo, mas não se considera o craque do campeonato, ou mesmo o único responsável por armar as principais jogadas do time mineiro. “Eu procuro ajudar com meu futebol, mas também tem o Goulart, que ajuda ali. E todos que jogam na frente também me ajudam muito. Não pode ser só eu como o maestro do time. A equipe toda está ajudando e divido o mérito com todo mundo”, sintetizou o jogador. Neste Brasileirão, Ribeiro participou de 31 partidas e anotou sete gols.

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