Gangsta diva celebrada entre jovens

Lana Del Rey sobe hoje ao palco do Chevrolet Hall para mostrar seu pop que divide opiniões entre críticos, mas cativa milhões de fãs

iG Minas Gerais | Ludmila Azevedo |

TF4/ DIVULGAÇÃO
Referências de musas do cinema e da cultura hip hop moldam o visual da artista
Não são poucos – especialmente os que têm menos de 30 anos – entre os que esperam ansiosos pelo show da cantora norte-americana Lana Del Rey hoje na capital mineira. Fato que antes era raro, e felizmente vem se tornando recorrente no circuito cultural belo-horizontino, ela é uma artista no auge desfilando hits por aqui. “Video Games”, “Blue Jeans” e “Ride” serão faixas obrigatórias de seu set list. A artista de 27 anos explodiu no ano passado com o clipe caseiro da música “Video Games” no canal da internet Vevo, ultrapassando a marca das 75 milhões de visualizações. “Eu a ouvi pela primeira vez no rádio, depois quando escutei o disco ‘Born to Die’ no iPod de uma amiga, fui atrás de mais informações. Gosto do jeito que a Lana pensa e canta. Ela inspira muita gente por meio de suas músicas”, diz a estudante Laura Woldaynsky, 13, que garantiu o ingresso para o show. Laura considera a cantora uma diva – desde o seu surgimento, meninas com as cabeças floridas passaram a colorir baladas por pura influência de Lana, que figurou capas e editoriais de moda de publicações como “Vogue” e “Style”, ficando entre as 10 mais bem-vestidas no ranking de setembro da “Vanity Fair”. “Seus looks são bem fortes e copiados, eles traduzem a música dela”, acredita. Com os cabelos à la Veronica Lake (atriz que estrelou filmes como “Dalia Azul”) e olhos bem delineados, a moça de lábios volumosos também carrega em acessórios comuns ao universo do hip hop. Uma imagem que foi construída, uma vez que a personagem é visualmente bem distinta de Elizabeth Grant (nome real de Lana), filha de milionários que tentou se firmar como Lizzy Grant num álbum de 2008. “Existe uma lenda que muitas comédias independentes no cinema têm o suporte de grandes estúdios. Na música não é muito diferente. A Lana Del Rey tem esse perfil de ser vendida como uma alternativa dentro de um negócio gigantesco que é a indústria”, analisa o crítico Paulo Terron. Para ele, é precipitada qualquer avaliação que dê conta se Lana será a cantora de alguns sucessos ou e terá uma carreira longeva como a de Madonna. “Eu ainda não vejo nada de excepcional nela, ainda que cante razoavelmente bem e tenha essa imagem bem construída. Ela é uma estrela pop que a gravadora direciona para um nicho específico. Isso vai dar para saber apenas se ela não estiver presa a certas amarras”, diz Terron. Júnior Waldorf, um dos colaboradores do site oficial da artista no Brasil compõe o time encabeçado por Manu Guerra, que organiza a festa IndieScreta, um after no Velvet Club para festejar a vinda de Lana a BH. “Ela tem uma musicalidade fantástica. Além disso, a combinação de estilos a faz única. Quando soubemos que se apresentaria por aqui, pensamos em comemorar, antes ou depois do espetáculo. Conseguimos apoios importantes como a gravadora Universal e a loja In Wonderlanna para a noite inesquecível”, diz.    

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