“Desgaste para as biografias”

iG Minas Gerais |

Bel Pedrosa
Zuenir Ventura questiona se Procure Saber valeu
O escritor Zuenir Ventura comentou, em coluna no jornal “O Globo”, ontem, o racha entre os integrantes do Procure Saber. Ele questiona se a causa valeu a pena para o grupo. “Até agora, essa aliança de artistas deixou como saldo imagens arranhadas e relações estremecidas, sem falar no estigma de ter trazido à cena o fantasma da censura prévia. Terá valido a pena tanto desgaste, inclusive para as biografias dos envolvidos? O objetivo não era preservá-las?”. Zuenir já havia se posicionado contra a necessidade de autorização para publicação de biografias. No artigo do “Globo”, o autor de “1968: o Ano que Não Terminou” compara os diferentes perfis de Roberto e Caetano Veloso. Diz que, apesar da dupla ter sido responsável por um dos momentos mais emocionantes da MPB – quando o Rei compôs a canção – homenagem “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, na época em que Caetano estava exilado em Londres, em 1970 –, eles não estão dando certo em termos de ação política conjunta. “De um lado, o Rei, um moita, cheio de segredos, mistérios e cismas. De outro, Caetano, transparente, franco, expansivo, exibido e sem papas na língua”. Leminski O escritor Domingos Pellegrini decidiu espalhar o livro de memórias “Passeando por Paulo Leminski”, de sua autoria, pela internet. Ele enviou o original da obra para e-mails de amigos e contatos profissionais depois de saber que as herdeiras do poeta curitibano barraram a reedição da biografia “O Bandido Que Sabia Latim”, de Toninho Vaz, lançada originalmente em 2001. O livro de Pellegrini também não pôde ser publicado porque a família de Leminski não concedeu autorização. Ele afirma que o envio do livro “é uma forma de homenagear o amigo”.

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