PM só irá agir após posição do governo sobre ocupação Willian Rosa

Uma reunião está marcada para a próxima semana entre os ocupantes do terreno e representantes do governo

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

OSVALDO RAMOS
Cápsulas de balas e bombas de gás lacrimogêneo recolhidos após o conflito
Representantes da ocupação Willian Rosa, localizada em um terreno pertencente a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa), se reuniram na tarde desta quinta-feira (7) com a Polícia Militar e representantes da Ceasa e da prefeitura de Contagem no bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o major Dourado, da 2ª Região da Polícia Militar (PM), o encontro foi feito para evitar novos conflitos entre os manifestantes e os militares. "A ideia foi chegar a um acordo para que a polícia possa agir da melhor forma possível", disse. Para Lacerda dos Santos, uma das lideranças da ocupação, a reunião foi positiva. "Apresentamos as nossas propostas, deixamos claro que queremos uma saída digna e aceitamos bolsa-moradia. Ficou combinado que a PM só irá voltar a agir após o posicionamento do governo do Estado", disse. Segundo ele, uma reunião está marcada com representantes do governo na próxima semana. Ainda de acordo com o major Dourado, não houve uma conclusão definitiva na reunião sobre as reivindicações dos moradores da ocupação Willian Rosa, mas a ideia é fazer a reintegração de posse da melhor maneira possível. "Estamos tentando evitar que haja um conflito grave e tentando fazer a reintegração sem usar a força policial mas, se não houver acordo, vamos ter que agir para cumprir a reintegração. É o que manda a Justiça", disse. A assessoria da prefeitura de Contagem informou que não houve nenhum representante da prefeitura na reunião, já que o terreno é de autarquia do governo. Apesar disso, a PM e os representantes da ocupação afirmaram que representantes da prefeitura estiveram na reunião.  Entenda No dia 1º deste mês, a PM e manifestantes da ocupação Willian Rosa entraram em confronto durante a noite. Como vinham fazendo há alguns dias, os ocupantes interditaram a BR-040 em protesto contra a reintegração de posse e colocaram fogo em pneus para bloquear a via. O confronto teve início às 21h30, quando os ocupantes já estavam voltando para o acampamento. Na ocasião, Lacerda dos Santos disse que cerca de 15 pessoas da ocupação, entre crianças e adultos, ficaram feridas, incluindo um homem que teria sido atingido por um tiro. Bombas de gás lacrimogêneo teriam sido lançadas pela PM, e manifestantes teriam jogado pedras nos policiais e depredado veículos. Algumas barracas dos ocupantes foram destruídas pela polícia. A confusão se estendeu até o terreno e a PM informou que três militares ficaram feridos.

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