Madernidade é denunciada por fechamento de leitos devido a goteira

Denúncia é feita pela ssociação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais; Fhemig nega

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) em greve denunciam nesta quinta-feira (7) o fechamento de seis leitos no berçário da Maternidade Odete Valadares, devido a goteiras que atingem a uma enfermaria. A assessoria da Fhemig nega o fato. “Com a chuva de ontem (quarta-feira, 6), eles (a maternidade) interditaram essa enfermaria, que tem seis leitos. Todo ano em época de chuva a gente denuncia que eles fecham, porque sempre tem goteira e enferruja as coisas. Reformaram no ano passado (o teto) e volta a ter goteira. Reivindicamos que seja reativado (a enfermaria) imediatamente e que seja consertado de uma vez por todas”, criticou Mônica Abreu representante do comando da greve da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (ASTHEMG). Segundo a Mônica, os bebês foram colocados em outra enfermaria, lotando o local. Ela ainda afirma que no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da maternidade também há goteiras e que lá não é obedecido o espaço entre os berços, estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A ASTHEMG também denuncia a falta de oxímetro com sensores (aparelho para medir o nível de oxigênio), de carrinho aquecido e de medidor de glicemia. Outro problema do local é a sobrecarga de trabalho para os funcionários. Segundo a denúncia, existe uma enfermeira cuidando de quatro ou cinco crianças de alto risco, sendo que o ideal seria um profissional para cada paciente. Resposta A assessoria da Fhemig informou que a denuncia não procede. De acordo com o órgão, os leitos foram remanejados, mas estão todos funcionando. Além disso, disse que a questão da goteira já está sendo solucionada (o telhado passa por reforma), mas que ainda não foi finalizada por causa do período chuvoso. Greve Cerca de 300 funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) realizaram, nesta quinta-feira (7), uma manifestação em frente à Maternidade Odete Valadares, no bairro Prado, região Oeste de Belo Horizonte. O grupo interditou os dois sentidos da avenida Contorno. Os funcionários da fundação entraram em greve nessa segunda-feira (4). Entre as reivindicações da categoria estão o aumento salarial de 50% e a diminuição da jornada de trabalho de 40 para 30 horas. O grupo ainda promete paralisar as atividades do Hospital Eduardo de Menezes, Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência, Hospital Alberto Cavalcanti e demais hospitais.