Cerca de 1500 metalúrgicos cruzam os braços em Itaúna

Paralisações da categoria já ocorreram em Juatuba, Mateus Leme e São João Del Rei; funcionários não aceitam implantação de banco de horas

iG Minas Gerais | ALINE DINIZ |

Aproximadamente 1500 metalúrgicos cruzaram os braços, na manhã desta quinta-feira (7), em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Eles trabalham em três empresas da cidade e querem reajuste salariam. Além deles, outros metalúrgicos de Juatuba, Mateus Leme e São João Del Rei, na região Central do Estado, realizaram, nesta semana, paralisações. Segundo o coordenador executivo da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais, Gilberto Gomes, os trabalhadores se concentraram na porta da universidade de Itaúna com faixas para exigir uma solução. A MG-351 chegou a ficar fechada, mas foi liberada rapidamente. “Houve uma reunião, mas a negociação não avançou”, relata Gomes. Os trabalhadores querem um aumento salarial de 10,57% , abono de R$1000, além do fim: da proposta de parcelamento das férias em três vezes e do banco de horas. “A  Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) está intransigente. A proposta deles é 5,9% de aumento e implantação do banco de horas”, informa o coordenador.  Para Gomes, o banco de horas significa aumento da jornada de trabalho, sem aumento de salário. “Só recebe em folga. Os setores de trabalho são perigosos, mais tempo oferece mais riscos”, disse. O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Fiemg, Osmani Teixeira, as negociações não estão evoluindo porque os trabalhadores - das cinco cidades - não querem discutir a compensação da jornada de trabalho.  Segundo Teixeira, essa compensação pode evitar demissões. Ao invés de mandar embora, as empresas poderiam dar folga aos funcionários. “Reduz a produção do estoque e depois o funcionário volta a trabalhar normalmente. Se há uma retomada no mercado, ele compensa os dias de folga trabalhando meia hora a mais ou aos sábados, por exemplo”, esclarece Teixeira.  Para ele, essa conduta funciona bem em crises de curto prazo. No entanto, Gilberto Gomes reafirma que os funcionários não estão satisfeitos com essa proposta e, se isso não mudar, trabalhadores de outras cidades podem aderir ao movimento.   

Leia tudo sobre: metalúrgicosgreveparalisaçãosão joão del reijuatubaitaúna