Brasil afasta o fuso japonês

Exercícios lúdicos ajudam a despertar as jogadoras da longa viagem realizada

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Divulgação/CBV
Adaptação. Jogadoras da seleção brasileira fizeram atividades mais leves e exercícios lúdicos para se ambientar ao fuso horário do Japão
Para se ambientar a uma das maiores diferenças de fuso horário que podem acontecer, a seleção feminina de vôlei do Brasil já está no Japão, onde disputará a Copa dos Campeões entre 12 e 17 de novembro. Depois de longas horas de viagem, a delegação não perdeu tempo e já começou os treinamentos para se adaptar ao horário japonês e também para soltar a musculatura. Nessa hora, entra em quadra o papel do preparador físico, profissional que será responsável pelas atividades que ajudarão as jogadoras a entrar no clima dos treinos. “Com o fuso, temos que treinar em um horário que normalmente estaríamos dormindo. Tentamos contornar isso com atividades mais lúdicas com foco na percepção do corpo. Usamos bolas de ginástica para estimular a percepção corporal, a contração do abdômen, dos braços, pernas e a concentração. Tudo isso de uma forma lúdica para poder manter o corpo desperto”, comenta José Elias Proença, membro da comissão técnica da seleção, atual campeã do Grand Prix. Ele detalha algumas ações que já acontecem para que as jogadoras sintam o menor desconforto possível. “Depois das atividades com as bolas, fizemos exercícios de deslocamento para trabalhar o sistema cardiorrespiratório. Para finalizar, optamos por um trabalho muscular com os exercícios mais conhecidos de perna, braço e tronco, com duas passagens, para ir acostumando a musculatura”, explica. As jogadoras reconhecem as dificuldades, principalmente nos momentos iniciais em território japonês. No entanto, a consciência de que tudo é necessário e feito para a melhor ambientação possível ajuda antes da estreia. “O primeiro dia de fuso é sempre complicado. Ainda estamos na adrenalina da chegada e começando a adaptação. No entanto, o nosso preparador físico fez algumas brincadeiras para tirar o sono”, comenta a líbero Fabi. “Estamos fazendo exercícios em um horário que o nosso corpo quer dormir. Isso é difícil, mas hoje encaramos o primeiro dia com sono, mas com um sorriso no rosto. Temos pouco tempo de treinamento por aqui e precisamos nos adaptar o mais rápido possível”, relata a defensora. Além dela, o técnico José Roberto Guimarães tem à disposição as levantadoras Fabíola e Claudinha, as centrais Adenízia, Fabiana, Carol Gattaz e Walewska, as ponteiras Fernanda Garay, Natália, Michelle e Tandara, as opostos Sheilla e Monique, e a líbero Camila Brait.

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