Betim tem 70 aglomerados, onde vivem 43 mil pessoas

Segundo o IBGE, 16% das casas têm acesso à internet

iG Minas Gerais | José Augusto |

João Lêus
Educação. Frequência na escola se sobressai nos aglomerados
Cerca de 11,5% dos betinenses vivem em 70 aglomerados da cidade. Os dados foram divulgados nessa semana pelo relatório “Censo Demográfico 2010 – Levantamento de Informações Territoriais: Aglomerados Subnormais”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, 43.713 pessoas ocupam 13.045 domicílios em favelas ou comunidades. O aglomerado Santo Antônio, no Jardim Teresópolis, continua sendo o maior da cidade e de Minas Gerais, com 23.107 habitantes.O estudo revelou um panorama da situação dos aglomerados em Betim. De acordo com o levantamento, alguns itens para moradores de aglomerados ainda estão distantes se comparados com outras áreas da cidade. Para se ter uma ideia, apenas 16,36% das residências têm acesso à internet, contra 31,76% do restante da cidade. Em relação a bens de consumo, há diferença se comparado com pessoas que vivem em outras regiões, já que 25,90% das casas possuem carro para uso particular, contra 46,01% em outras áreas. Quando se refere a motocicletas, porém, há quase uma igualdade entre os aglomerados e o restante da cidade, com 11,13% e 13,33%, respectivamente, que possuem esse veículo.“Ainda falta infraestrutura nesses locais para a instalação de redes de internet”, disse o analista do IBGE Antonio Braz. “Mas percebemos que nos aglomerados a quantidade de motos é maior que a de carros. Isso por causa do preço e também das condições de acesso”, completou.Já em relação ao salário, a população de áreas carentes ganha menos. O estudo apontou que 28,93% dos lares desses locais têm renda per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo, e apenas 0,18% ganham acima de cinco salários (veja outros dados na arte ao lado). EducaçãoEntretanto, em relação à educação, os moradores dos aglomerados se sobressaem. De acordo com o IBGE, 92,73% das pessoas em idade escolar frequentam escola ou creche, contra 79,53% das demais áreas. “Esse foi um dado interessante, que mostra que os moradores de frequentam mais a escola que os de outras áreas da cidade”, disse o chefe da agência do IBGE de Betim, Pedro Eliezer. No entanto, os dados comprovam que no Ensino Médio a evasão escolar ainda é muito grande, como em todas as áreas.A adolescente Glauciene Sousa, de 12 anos, mora no Jardim Teresópolis e possui internet em casa há cerca de um ano. “Me ajuda bastante em meus trabalhos de escola. Antes, eu precisava ir à lan house, agora, não preciso mais”, finalizou a estudante.

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