Aécio quer Bolsa para celetista

Senador tucano apresenta proposta para que beneficiário continue no programa após contratado

iG Minas Gerais |

Prioridade. O senador Aécio tem dado atenção especial aos programas sociais, mote importante de campanha do PT, em seu mandato
Brasília. De olho nas eleições presidenciais de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou, ontem, no Senado projeto que mantém o pagamento do Bolsa Família para chefes de família que conseguirem um emprego com carteira assinada, os chamados celetistas. Pela proposta, os beneficiários do programa receberão o benefício por seis meses mesmo após serem empregados. As regras em vigor do programa suspendem o pagamento se o beneficiário conquistar o emprego. Aécio disse que sua proposta é um “estímulo” para que os inscritos no programa possam se reinserir no mercado de trabalho. “O programa deve ser visto sempre como ponto de partida e não como compreende o PT, um ponto de chegada. Por isso, o estímulo àquelas famílias que recebem o cartão, para que possam eventualmente se reintegrar no mercado de trabalho de forma permanente”, afirmou. Questionado se o duplo benefício não poderá onerar as contas públicas, Aécio disse que sua proposta é uma “ousadia” e vai impedir que os beneficiários fiquem “acomodados”. “Não acho que seja um custo, acho que é um estímulo, mesmo que elas tenham que receber o cartão durante seis meses. Ao contrário, porque depois desses seis meses, se ela se firmou no trabalho, obviamente não receberá”, declarou. Para que a proposta do tucano entre em vigor, ela tem que ser aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. É o segundo projeto apresentado pelo tucano relacionado ao Bolsa Família em menos de uma semana. O programa é o carro-chefe da campanha à reeleição da presidente Dilma Roussef, que deve ser adversária do senador na corrida presidencial. Programa de Estado. Na semana passada, Aécio apresentou no Senado outra proposta que transforma o Bolsa Família em um programa de Estado. Pelo projeto, o benefício, que é a principal bandeira eleitoral da presidente, seria incorporado à Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) para se tornar permanente, atrelado às políticas públicas de assistência social e erradicação da pobreza no país. O projeto de Aécio foi uma reação às declarações do ex-presidente Lula de que, se a oposição assumir o comando do país, poderá extinguir o Bolsa Família. Também foi apresentado no dia em que o governo federal fez cerimônia, em Brasília, para comemorar os dez anos do Bolsa Família. Aécio disse que as famílias cadastradas no programa não podem conviver com o “terrorismo” de sua extinção, com ameaças feitas por aliados da presidente que desejam se “perpetuar no poder”. O senador mineiro tem garantido que o PSDB não tem nenhum intenção de suspender o programa.

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