Vinte por cento mais saúde

Autoridades preparam esquema de “guerra” para dar conta da maior demanda em 2014

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

RICARDO MALLACO / O TEMPO
Instrução. Carlos Costa, do serviço de proteção radiológica do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, orienta bombeiros
O sistema público de saúde em Minas Gerais e em Belo Horizonte está sendo preparado para uma operação de guerra para a Copa do Mundo no ano que vem. Nunca tantas frentes foram mobilizadas no Estado para aumentar, em especial, a capacidade de atendimento pré-hospitalar.   Quatro hospitais da capital – João XXIII, Risoleta Neves, Eduardo de Menezes e Odilon Behrens – estão sendo preparados para receber um aumento de até 20% da capacidade durante o período do Mundial. Além da demanda normal, são esperados entre 170 mil e 200 mil turistas na cidade durante o mês do torneio. Tendas poderão ser instaladas na frente das unidades para receber os pacientes. Além disso, quatro postos médicos avançados (PMAs) estão previstos para serem instados em diferentes locais da capital e região metropolitana. Serão dois no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, um no anel externo do Mineirão, e outro na Gameleira, próximo ao Expominas, que receberá as Fans Fests da Fifa durante a competição. Entre as estratégias de campanha está ainda a instalação de um hospital de campanha pela Aeronáutica, uma solicitação do governo mineiro, que ainda não teve uma resposta. “Vítimas isolada nós já atendemos na rotina. Mas um quantitativo grande, que precise de atendimento simultâneo, um desabamento, um acidente com um ônibus, um tumulto, estamos preparados”, explicou a gerente de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, Márcia Faria. Médicos e enfermeiros não poderão tirar férias na época. E é justamente para afinar a divisão de tarefas durante o Mundial que o órgão de segurança e saúde do Grupo Interinstitucional de Proteção Pública participou, ontem, de mais um seminário de instrução técnica em defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN), com a participação do Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Nos próximo dias, um decreto do governador Antonio Anastasia deve estabelecer em detalhes as funções de cada órgão. Urgência. Em caso de eventos graves, o Samu estará pronto para aumentar sua capacidade. Durante a Copa das Confederações, três ambulâncias foram equipadas e transformadas em unidades de suporte avançado (USA), se juntando às outras seis do sistema da capital. “O que precisar, podemos montar. Nós temos ainda seis carros reservas, de ambulâncias que ficam em manutenção e 30 veículos do transporte em saúde, usados para a remoção de pacientes de postos de saúde”, destacou José Eduardo Magri, coordenador do Samu.

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