Maranhão Vôlei é punido por uso de jogadora estrangeira na estreia

Levantadora argentina Yael Castiglione foi utilizada no jogo contra o Molico-Nestlé no primeiro jogo do torneio nacional

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Divulgação
Yael Castiglione é a referência do time do técnico Chicão
Mesmo sabendo que correria o risco de ser punido, o Maranhão Vôlei-Cemar (MA) preferiu usar a sua maior contratação no jogo de estreia da Superliga. A levantadora argentina Yael Castiglione, que não estava inscrita na competição, segundo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), foi relacionada pelo técnico Chicão e atuou no primeiro jogo do torneio nacional contra o Molico-Nestlé-SP, em partida disputada no dia 27 de setembro, em Osasco. "Só conseguimos legalizar a situação no dia seguinte à partida. Não tínhamos levantadora disponível, a reserva da Yael ainda se recupera de cirurgia no joelho", comenta Biguá, membro da comissão executiva do clube e presidente da Federação Maranhense de vôlei. A partida, que terminou com o esperado placar de 3 a 0, teve seu resultado final mantido, mas as parciais foram alteradas, uma vez que o STJD resolveu punir o clube nordestino pela utilização da jogadora. ."A CBV acompanhou todo o processo e foi muito severa nesta decisão. A greve dos bancários impediu que o pagamento fosse recebido naquela data. Não tivemos como transferir o dinheiro, chegamos a pedir para um parente da jogadora nos ajudar com a situação", Após a decisão, a parciais foram registradas sem nenhum ponto para o time visitante (21/0, 21/0 e 21/0).  Além disso, foi aplicada uma multa de R$ 1.000,00 ao time infrator. O time do Maranhão afirmou que não irá recorrer da decisão, mesmo com essa possibilidade estando disponível. O Maranhão está na penúltima posição da tabela, a frente somente do Minas, com cinco jogos e nenhuma vitória.