O DNA do Bolsa Família

iG Minas Gerais |

Aécio Neves, filho de Aécio Cunha, de saudosa memória, quer o PBF - Programa Bolsa Família – como política de Estado, e não mais como ação de governo. Concordo com ele. Como está, o Programa Bolsa Família é demagógico e fonte de distorções sociais. No meu atual estágio de vida, não voto mais em candidatos, e sim em programas. Não sou nenhum visionário à procura de candidatos perfeitos, mas, pelo menos, espero encontrar alguns praticantes de pecados veniais. Nada de pecados mortais, como esses que têm gene de mensaleiros. Aliás, só votarei naquele candidato que mentir por necessidade, que priorizar educação e saúde, que olhar com bons olhos os funcionários públicos, que tiver um bom programa para a segurança pública, e prometer não fazer demagogia com ações de Estado, como é o caso do PBF. Ah, ia me esquecendo: e que assumir o compromisso de acabar com essa bestagem de horário de verão. Quero passar ao largo daqueles que roubam até pirulitos de crianças. É... ninguém deixa mesmo de ser visionário, mas a vida velha nos permite sonhar, acordados, sonhos sonhados... Antoine Lavoisier, químico francês, elaborou e divulgou, em 1785, a Lei de Conservação das Massas, que recebeu seu nome – Lei de Lavoisier – “no mundo, nada se cria e nada se perde, tudo se transforma”. O PBF não tem pai ou mãe, é fruto de transformações, de inseminação artificial, cujos doadores foram escolhidos em grupos de anônimos. Assim, essa coisa de os petralhas viverem arrotando paternidade e vivendo por conta do PBF , fruto de transformações, além de ser uma mentira demagógica, serve para esconder absurdos como a “bolsa-bandido”, “rosys” e mensaleiros... “Bolsa-bandido é aquela que ampara a família dos assassinos presos e esquece a dos assassinados. Em 1995, programas de renda mínima vinculados à educação foram experimentalmente implantados em duas cidades de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, no primeiro ano do governo Mário Covas, além do Distrito Federal, sede do governo do presidente Emílio Médici. Na mesma época, foi iniciado naquele Estado um ajuste fiscal, caracterizado por uma profunda reestruturação patrimonial, com a ascensão e o refinanciamento da dívida estadual pela União do Programa Estadual de Desestatização – PED. Em outubro de 2003, primeiro ano do governo do ex-Luiz, foi feita a unificação dos programas de transferência de renda, a saber: Bolsa Escola; Cartão-Alimentação; Bolsa Alimentação e auxilio-gás, cujo foco era o mesmo grupo de famílias pobres. Todos esses programas foram criados no governo de Fernando Henrique Cardoso. Assim, nasceu o PBF, resultante de uma soma que diminuiu e racionalizou o gasto dos programas sociais existentes, além de facilitar a administração. Os outros modelos de bolsas, excluindo a tiracolos e incluindo a bandidos, que é um escárnio, foram dos governos ou desgovernos do PT, o resto é tro-ló-ló. Pronto, falei...

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