Negros ainda recebem 22% menos que não negros em BH

Apesar disso, seu rendimento médio cresceu 14,8% entre 2011 e 2012

iG Minas Gerais | Da Redação |

Pedro Vilela/ O Tempo
18,7%. Há mais negros fazendo reparação de veículos automotores
As diferenças entre a população de negros (pretos e pardos) e não negros (brancos e amarelos) no mercado de trabalho da Região Metropolitana de Belo Horizonte ainda persistem, segundo o boletim especial da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), divulgado ontem pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete) e Fundação Seade. O boletim mostra diferenças de rendimento, na ocupação e na taxa de desemprego no período entre 2011 e 2012. Rendimento. O rendimento dos negros no mercado de trabalho cresceu 14,8% entre 2011 e 2012, enquanto o de não negros retraiu 3,3%. Porém, o valor médio por hora trabalhada recebido pelos negros foi de R$ 8,10, 77,8% do valor recebido pelos não negros, que foi de R$ 10,43. “Essa diferença é explicada pelas características históricas da população negra e sua absorção pelo mercado de trabalho. Invariavelmente, a inserção acontece em funções em que se exige baixa escolaridade ou menor qualificação e são oferecidos os menores salários. As mulheres negras, empregadas em maior quantidade nos serviços domésticos, receberam em 2012, em média, 58% do salário dos homens não negros”, explica o coordenador técnico da pesquisa pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

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