Obras de mestres vêm à luz

Coleção de arte confiscada por nazistas guarda criações de Chagall, Matisse e Picasso

iG Minas Gerais |

Herbert List
Coleção. Picasso é um dos artistas cujas obras integram coleção que foi recuperada
Obras até então desconhecidas de grandes pintores estão entre as cerca de 1.400 peças encontradas em uma valiosa coleção de arte que havia sido confiscada pelos nazistas, anunciaram autoridades alemãs. A coleção foi encontrada em Munique, em 2012, durante uma investigação de evasão fiscal, mas o caso só veio a público agora. Um curador que está analisando a coleção – com quadros que se supõe terem sido confiscados de instituições e colecionadores judeus durante o nazismo – disse que o catálogo inclui obras que se pensava que estavam destruídas e outras cuja existência era desconhecida. Entre elas estão quadros não registrados de artistas como Marc Chagall, Otto Dix, Max Liebermann e Henri Matisse. Há também obras de Pablo Picasso, Henri de Toulouse-Lautrec e Gustave Courbet. Com base nisso, historiadores da arte de todo o mundo estão preparando adendos a biografias de diversos artistas modernistas. Por sua vez, promotores afirmam que ainda estão tentando identificar a quem as obras pertenciam originalmente. Investigadores dizem ter “provas concretas” de que ao menos parte da coleção fora tomada pelos nazistas de seus donos originais. Reinhard Nemetz, chefe da Promotoria de Augsburg, disse que a coleção foi encontrada no apartamento de um homem chamado Cornelius Gurlitt. Ele é filho de um colecionador de arte que teria sido recrutado pelos nazistas para vender obras confiscadas no exterior. Depois da Segunda Guerra Mundial, o colecionador alegou que sua coleção, cujo valor pode chegar a 1 bilhão de euros, fora destruída durante um bombardeio.

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