Com projeto, clubes devedores poderão ser rebaixados

Proposta do governo prevê parcelamento em até 20 anos, mas também terá punições severas

iG Minas Gerais |

LÉO PINHEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Lei. Toninho Nascimento falou que times podem ser rebaixados
São Paulo.  O Ministério do Esporte está em fase final de conclusão de um projeto que será mais uma tentativa de ajudar os clubes brasileiros a pagar suas dívidas, mas que também determinará punições pesadas a quem descumprir os compromissos. A proposta é que as dívidas sejam parceladas em até 20 anos, com juros mais baixos que os de mercado. E deve ser encaminhado à presidente Dilma Rousseff ainda neste mês, provavelmente daqui a duas semanas. O secretário de futebol no Ministério do Esporte, Toninho Nascimento, disse ontem, durante participação em evento em São Paulo, que as eventuais punições aos caloteiros, previstas na legislação, poderão ir da perda de pontos ao rebaixamento no campeonato. E os presidentes dos clubes teriam até mesmo de colocar seus bens pessoais como garantia. Assim, responderiam de forma mais efetiva em caso de não cumprimento da lei. “O cara pode até ser preso e seu clube, rebaixado. Mas apostamos no otimismo”, disse o secretário. A dívida dos clubes brasileiros, não apenas os de futebol, são de pelo menos R$ 2,4 bilhões. Há quem estima que esse valor ultrapasse os R$ 4 bilhões. Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez defende o parcelamento da dívida dos clubes, mas considera que as punições devem ficar restritas ao aspecto técnico. “A dívida não tem mesmo de ser perdoada, deve ser parcelada em dez, 15, 20 anos. E quem não cumprir o acordo deve ser punido tecnicamente. Com perda de três, dez, 15 pontos, até rebaixamento”, avaliou o dirigente. Toninho Nascimento revelou que uma das propostas para equacionar as dívidas é estudar cada caso isoladamente. “Queremos formar uma comissão com participação do Ministério, dos clubes e das federações”, afirmou. O plano de refinanciamento está sendo debatido com presidentes de federações, da CBF e de Flamengo, Botafogo, Internacional, Coritiba e Vitória. Encaminhado à presidente Dilma Rousseff, pode tramitar como projeto de lei ou então ser adotado por medida provisória.

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