Insatisfeitos com reunião, servidores da Fhemig continuam em greve

Para eles a reunião terminou sem sucesso já que não houve nenhum acordo sobre o reajuste salarial e o governo ficou de apresentar um quadro de funcionários que poderão ser beneficiados com a carga de horário de trabalho reduzida

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

A greve dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) iniciada nessa segunda-feira (4), ainda não tem data para acabar. A reunião que aconteceu nesta quarta-feira (6) entre representantes da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e o governo do Estado deixou os servidores insatisfeitos. "Não houve proposta. Sobre a redução da carga de trabalho de 40 para 30 horas, como era antes, fomos informados que, no primeiro momento, apenas alguns funcionários poderão trabalhar com a carga de 30 horas. Já sobre o reajuste salarial, nada nos foi apresentado", disse o diretor da Asthemg, Carlos Augusto Martins. Uma nova reunião com os servidores e com uma comissão técnica do governo foi marcada para esta quinta-feira (7), para que o quadro de funcionários que poderão trabalhar com a nova carga horária seja apresentada. Sobre o salário, os servidores reclamam que estão há dois anos sem receber o reajuste. Insatisfeitos com a reunião, a greve irá continuar por tempo indeterminado e novas manifestações acontecerão na capital. Já nesta quinta, os trabalhadores voltarão a se concentrar em frente ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, às 9h. A ideia é continuar fazendo as denúncias contra a rede de saúde do Estado. Entenda Na segunda, cerca de 200 servidores da Fhemig, entre profissionais do setor administrativo, serviço social, manutenção, farmácia e laboratórios, iniciaram a greve protestando em frente ao João XXIII. Na terça-feira, o grupo de manifestantes ficou ainda maior e os servidores se concentraram na frente do Hospital Infantil João Paulo II, antigo Centro Geral de Pediatria. No João XXIII, as denúncias se concentram nas irregularidades que seriam cometidas no local, como desvio de verbas para fins particulares, improbidade administrativa e negligência no atendimento. Já no hospital infantil, os manifestantes carregaram placas e cartazes denunciando a falta de cadeiras de rodas, aparelhos para a medição de pressão arterial dos pacientes, aparelho de glicemia, macas e materiais básicos como luvas. Além disso, segundo a Asthemg, atualmente um técnico de enfermagem é responsável por quatro crianças, o que seria um número superior ao indicado para cada profissional. Os servidores reivindicam o reajuste salarial e a redução da jornada de trabalho. A ideia é paralisar também as atividades da Maternidade Odete Valadares, Hospital Eduardo de Menezes, Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência, Hospital Alberto Cavalcanti e outros hospitais gradativamente, até que as propostas dos manifestantes sejam aceitas ou, pelo menos, negociadas com o governo.

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