Justiça egípcia nega apelo para manter atos da Irmandade Muçulmana

Organização foi proibida de participar e promover atividades políticas no país. Ex-presidente e outros membros também serão julgados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Justiça do Egito negou nesta quarta-feira o apelo da Irmandade Muçulmana contra uma decisão tomada anteriormente por um tribunal de extinguir as atividades da organização no país. Na ilegalidade desde a década de 1950, a entidade foi oficialmente registrada em março de 2013 como uma organização não governamental. No início de outubro, o ministro da Solidariedade Social egípcio, Ahmed Borai, assinou um decreto dissolvendo a irmandade por entender que a organização incita a violência contra opositores. Após a destituição do ex-presidente Mohamed Mursi, em julho, mais de 2 mil membros da irmandade foram presos. Os apoiadores do regime de Mursi criticam o governo militar e caracterizam o movimento do Exército como sendo golpe de Estado. Eles negam que Mursi tinha o objetivo de instalar um governo islâmico, argumentando que ele buscava um país democrático. O julgamento de Mursi e de outros 14 membros da irmandade estava marcado para esta semana, mas foi adiado.

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