OSX de Eike Batista fecha acordo com Caixa, BNDES e Santander

Financiamento de R$ 400 milhões com a Caixa foi prorrogado por 12 meses; já a prorrogação de empréstimo de R$ 518 mi do BNDES vencerá no dia 15 de novembro

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE - 15.8.2012
O grande temor dos investidores é que a petroleira anuncie uma nova queda de produção em abril e o desligamento do seu terceiro poço no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos
O empréstimo de R$ 400 milhões da construtora naval OSX, de Eike Batista, com a Caixa Econômica Federal foi renovado. O empréstimo, que venceu no dia 19 de outubro, foi estendido por mais 12 meses, assim como sua garantia, uma fiança bancária que cobre 100% do empréstimo do Santander Brasil. A informação foi confirmada pelo banco estatal na noite desta terça-feira. No dia 15 de outubro, a OSX já havia adiado por 30 dias o vencimento de um empréstimo de R$ 518 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esse empréstimo tem garantia do Banco Votorantim. As negociações para renovação do empréstimo com a Caixa ficaram inicialmente emperradas pela resistência do Santander em manter a fiança bancária e, posteriormente, pelas potenciais implicações do pedido de recuperação judicial da petroleira OGX na OSX. A OGX entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. De acordo com uma fonte, essa renovação da garantia do banco teria de ser aprovada pelo Santander Espanha. As ações da empresa de Eike Batista cotadas na Bovespa fecharam esta terça-feira, 5, com valorização de 22,64%, a R$ 0,65 cada. Estratégia Com a rolagem dos empréstimos, a OSX deu um passo importante para um eventual pedido de recuperação judicial. Com o acerto, a OSX retira os bancos públicos da lista de credores de um processo de recuperação. Juntos, Caixa e BNDES detém R$ 1,7 bilhão da dívida total de R$ 5,3 bilhão reportada pela OSX ao fim do segundo trimestre. Havia o temor de que os bancos considerassem a OSX e as outras empresas da EBX como parte de um mesmo grupo econômico e, como credores, debitassem esses recursos do caixa de outras companhias do grupo. No caso do BNDES, os empréstimos são garantidos por fiança de bancos privados, que poderiam fazer esse papel. As instituições financiam a Unidade de Construção Naval (UCN) em construção no Superporto do Açu, em São João da Barra. Nesta quarta-feira (6), a construtora naval informou ao mercado que negocia a devolução de áreas para quitar dívidas com a LLX, dona do Açu. O objetivo é chegar a um modelo de estaleiro reduzido.

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