Poder econômico desfavorece

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

A cota para assegurar que o mínimo de candidatos negros seja eleito na Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais pode ser uma saída para equiparar as condições de competitividade dos candidatos de diferentes raças.   A secretária estadual do combate ao racismo do PT, Cleide Hilda de Lima Souza, afirma que o partido garante 20% das vagas para disputas ao Legislativo. No entanto, segundo ela, a reserva não é suficiente por si só para equilibrar a disputa. “Na hora das urnas, temos problemas em função da questão econômica. Os negros, geralmente, têm piores condições, são mais pobres, e as campanhas ficam desiguais. Por isso, defendemos o financiamento público, para que todos tenham as mesmas condições”, avalia Cleide. O presidente do Tucanafro, Juvenal Araújo, concorda com a petista. “A desigualdade na política é a mesma de outras áreas profissionais e da sociedade. Além de serem minoria, os negros são mais pobres, têm nível de estudo inferior e não recebem investimentos dos partidos. Em geral, são usados para pedir votos. Temos que mudar essa cultura”, avalia Araújo. Para Vanderlei Lourenço, do PMDB Afro Brasileiro, o número de negros hoje em cargos de decisão é muito pequeno. “Hoje, os negros são invisíveis no poder”, critica Lourenço. 

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