“Pista de atentado está próxima”

Comissão de Direitos Humanos da ALMG ouviu o motorista de ônibus envolvido no acidente em 1976

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Emocionado, Josias Nunes chegou a chorar em alguns momentos
Por não acreditarem mais na possibilidade de o governo mineiro encontrar o fragmento metálico retirado do crânio do motorista Geraldo Ribeiro, que dirigia o veículo Opala em que estava o ex-presidente Juscelino Kubitschek no momento da sua morte, em 1976, integrantes da Comissão da Verdade de São Paulo agora tentam colher provas testemunhais para comprovar que JK morreu em um atentado, e não em um acidente. A primeira pista está próxima. Pelo menos foi o que revelou ontem o presidente da comissão paulista, vereador Geraldo Natalini (PV), que participou de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas. Segundo ele, uma testemunha identificou o furo feito com arma de fogo no crânio do motorista durante a necropsia do corpo. “Ele viu in loco o buraco na cabeça do motorista. Estamos próximos de encontrá-lo. Essa seria uma prova e é o próximo passo da investigação”, argumentou. A identidade dessa pessoa, porém, está sendo mantida em sigilo para evitar interferências na apuração. Para o vereador, o caminho mais fácil para comprovar que o que aconteceu com o ex-presidente não foi um simples acidente automobilístico quando viajava do Rio de Janeiro até São Paulo seria uma nova análise do material metálico. Porém, como mostrou reportagem de O TEMPO, o fragmento pode estar perdido. “Pedimos ao governo de Minas. Nesta semana eles responderam que estão procurando. Mas agora estamos buscando também no IML de Rezende (RJ)”, explicou Natalini. Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, Durval Ângelo (PT), não há a menor chance do fragmento ser localizado. “Já foi dito que foi jogado no lixo. Não sabemos porque o governo ainda não confirmou isso”, disse o deputado. Ontem, o grupo ouviu o motorista aposentado Josias Nunes de Oliveira, da Viação Cometa, que à época foi considerado culpado pelo acidente que matou o ex-presidente JK e Geraldo Ribeiro.

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