Termina sem acordo reunião entre ocupantes de casarão e Governo

Líderes da ocupação vão continuar no local pelo menos até o próximo dia 19, quando acontece mais uma reunião com o Governo do Estado

iG Minas Gerais | MÁBILA SOARES |

Ocupantes de um casarão abandonado no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, se reuniram com representantes do Governo do Estado, nesta terça-feira (5), para discutir o destino do imóvel, ocupado por integrantes do movimento Espaço Comum Luiz Estrela. Líderes da ocupação informaram que vão continuar no local pelo menos até o próximo dia 19, quando acontece mais uma reunião entre as partes. Durante a reunião, os manifestantes pediram a suspensão do pedido de reintegração de posse impetrado pela Fundação Eduacional Lucas Machado (FELUMA), mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Na última quinta-feira (31), um oficial da Justiça esteve no local acompanhando da Polícia Militar pedindo a reintegração. No entanto, o grupo decidiu não sair do casarão, já que não houve sequer a publicação da liminar nos meios do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). No entanto, o Governo do Estado já adiantou que trata-se de uma decisão judicial e precisa ser cumprida.  Os ocupantes também pediram ao governo que autorize a execução de obras emergenciais na estrutura do prédio, que está ameaçado. As intervenções, caso autorizadas, serão pagas pelo próprio grupo com dinheiro doado por populares e entidades. As pessoas que ocupam o imóvel têm 15 dias para apresentar um projeto ao Governo do estado, com o levantamento de todas as obras emergenciais que devem ser feitas no local. Como o imóvel apresenta risco estrutural, foi novamente pedido aos ocupantes que deixem o local. No entanto, ele se recusaram a sair do casarão, sob o argumento de que apenas o segundo andar apresenta risco.   O assessor do movimento, Vitor Diniz declarou estar surpreso com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em entrar com uma ação de reintegração de posse. "Esperava ser procurado por representantes da Fheming para um diálogo antes de qualquer ação judicial. Por isso o movimento protocolou um pedido de reunião com representantes do Governo", declarou. Integrantes do movimento compareceram a uma assembleia pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte e discutiram o caso.   

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