Grávida é indenizada por trabalhar em loja cheia de barata e escorpião

Local era escuro, sujo, quente e úmido, cheio de mofo e goteiras; mesmo grávida ela continuava sendo exposta a condições degradantes

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Uma funcionária de uma loja em Belo Horizonte será indenizada em R$ 2,5 mil por ser obrigada a trabalhar em um local escuro, sujo, quente e úmido, cheio de mofo e goteiras, onde, inclusive, poderiam ser encontrados escorpiões e baratas. De acordo com a empregada, mesmo grávida continuava sendo exposta a essas condições degradantes. A decisão é da juíza Luciana de Carvalho Rodrigues, atuando na 30ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, deu razão a ela. Segundo descreve no processo, a mulher alega que, além de todas essas condições insalubre as quais submete os funcionários, a empresa ainda descuida dos extintores de incêndio, além de disponibilizar apenas um banheiro, em péssimas condições, para empregados de ambos os sexos. Revoltada, a mulher procurou a Justiça do Trabalho pedindo o pagamento de indenização por danos morais.  A empresa negou tudo na defesa. Disse que a loja é ventilada, oferecendo ambiente limpo e saudável. Os extintores de incêndio estão em perfeitas condições de uso e segurança. Ou seja, não haveria motivo para pagamento da indenização. No entanto, a versão não convenceu a julgadora. É que as testemunhas confirmaram que as fotos apresentadas pela reclamante foram tiradas no local de trabalho e que as condições de higiene eram realmente precárias. A indenização foi fixada em R$2,5 mil. Houve recurso, mas a juíza não acatou o pedido. 

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