Custo com alimento, hospedagem e transporte onera

iG Minas Gerais |

Mesmo arcando com salários de R$ 10 mil por mês, com as despesas de deslocamento, garantindo a fixação dos profissionais em municípios pequenos e carentes de atenção básica na saúde e repassando recursos para despesas de instalação de cada médico, o governo federal tem recebido críticas dos municipalistas ao programa Mais Médicos. Eles apontam, por exemplo, que a contrapartida das prefeituras, como no custeio da hospedagem e da alimentação, pode ficar mais cara do que se a própria prefeitura contratasse um profissional para fazer o mesmo trabalho. Quem explica é o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. “Em primeiro lugar, vai ser dada uma bolsa para esse profissional, ele vai para lá, mas, no próprio programa, a prefeitura vai ter que fornecer habitação, alimentação, transporte, segurança. Há municípios – eu já fiz um levantamento – em que a prefeitura vai acabar gastando mais que se tivesse um médico pago por ela”, afirmou. “Essa é uma questão que deve ser avaliada. Parece que estamos fazendo aqui o papel do advogado do diabo, mas não é isso. O problema está na chamada estruturação do SUS”. (LP) Atendimento Balanço. No mês de setembro, o primeiro depois da aprovação da lei do Mais Médicos, foram registradas 320 mil consultas realizadas pelos profissionais do programa no país.

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