UFMG recebe manifesto de apoio a professor acusado de homofobia

Ele também é acusado de machismo e teria dito a uma aluna que gostaria de ficar na horizontal com ela

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Francisco Coelho dos Santos, investigado por assédio moral e sexual contra estudantes, recebeu o apoio documentado e assinado por meio de um manifesto organizado por ex-alunos e colegas. De acordo com a assessoria da UFMG, o documento foi recebido nesta segunda-feira (4) pela Comissão de Sindicância da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), departamento pelo qual o docente dava aulas. O caso ganhou repercussão depois que comentários supostamente machistas e homofóbicos feitos em sala de aula e na internet pelo professor foram compartilhados por meio das redes sociais.  revoltaram dezenas de alunos da instituição, que iniciaram uma campanha para afastar os docentes da universidade. “Ele usa os alunos para exemplificar a matéria. E nesse dia disse que a nossa colega era atraente e que se não houvesse uma relação de professor e aluno, ele gostaria de ficar na horizontal com ela”, contou a secretária do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (Cacs), Fernanda Maia Caldeira. Outros alunos relatam que a postura do professor é recorrente. “Ele sempre agiu assim. Ouvi uma vez ele dizer para uma aluna ficar calada porque ela não passava de uma costela. Eu nem consegui terminar a matéria dele, não ia à aula desse jeito”, disse o estudante de ciências sociais Tiago Lopes, de 21 anos. Por outro lado, o manifesto organizado em apoio a Coelho relata que os depoimentos dados sobre o professor foram exagerados e distorcidos. O professor de sociologia Radamés Andrade, 41, foi um dos ex-alunos do docente que entregou o documento à Fafich. “Queremos deixar nosso apoio ao professor. Nos assombrou muito essas acusações feitas contra ele, pois ele sempre foi um profissional muito integro e não condiz com a personalidade dele essas acusações de assédio sexual e moral”, explicou Andrade. O objetivo, segundo ele, é enriquecer as investigações com uma visão diferenciada das denúncias.    A Comissão de Sindicância da Fafich tem até o dia 22 de novembro deste ano para apresentar o resultado da apuração, mas pode ser que o prazo seja prorrogado ainda mais.

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