Siderúrgica é condenada a pagar R$ 120 a filha que perdeu o pai

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Usiminas foi condenada a pagar R$ 120 mil a uma jovem que perdeu o pai em um acidente de trabalho em 2006. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo juiz da 20ª vara cível da comarca de Belo Horizonte, Renato Luiz Faraco, que condenou também a Usifast Logística Industrial e V.J.C., proprietário envolvido no acidente. Os réus também foram condenados ao pagamento de pensão mensal à jovem até que ela complete 25 anos. Por ser de primeira instância, a decisão está sujeita à recurso. De acordo com o processo, a menor - representada pela mãe - alegou que no dia 19 de outubro de 2006, o caminhão de um dos réus tombou na BR-381, em Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte. A carga de bobinas de aço se soltou e atingiu fatalmente o pai dela. Ela alega que o acidente causou danos materiais e morais e pediu que os réus fossem condenados ao pagamento de indenização, além de pensão mensal até que ela completar 25 anos. O proprietário do veículo pediu para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) fosse denunciado por entender que as condições da estrada eram ruins no momento da fatalidade. A Usifast Logística Industrial, empresa transportadora da carga, alegou que não deveria ser acusada no processo, uma vez que o veículo envolvido no acidente é de propriedade de V.J.C.. Assim como o motorista, a empresa também denunciou o DNIT diante das más condições da estrada. Também parte no processo, a Usiminas, proprietária da carga, disse que não agiu de forma ilícita. Todos os réus negaram o direito da jovem de ser indenizada pelos danos morais e materiais pedidos. Segundo o juiz, o proprietário do veículo é responsável por seus atos, uma vez que o caminhão era guiado por um funcionário dele. Já a transportadora também contribuiu para o acidente, já que escolheu um veículo inapropriado para o transporte da carga. A Usiminas, proprietária da carga, é igualmente responsável, já que deveria ter tomado providências no sentido de contratar empresas idôneas para a realização do transporte. Quanto aos danos morais, o juiz afirmou que não há dúvidas que a menor sofreu com a impossibilidade de conviver com o pai. Em relação ao pedido de pensão, o julgador condenou os réus ao pagamento de pensão mensal referente à um terço do valor recebido pelo pai, no período referente ao dia da fatalidade até o dia em que a jovem completar 25 anos. O valor da pensão será apurado posteriormente e deve incluir parcelas de férias e décimo terceiro, tendo em vista vínculo empregatício da vítima antes do acidente.  

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