“Os traumas e consequências do bullying virtual são dramáticos.”

Ana Beatriz Barbosa Médica psiquiatra e autora livro “Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas”

iG Minas Gerais |

Existe formas de bullying mais maléficas? Uma das formas mais agressivas de bullying é o ciberbullying ou bullying virtual. Além da propagação das difamações serem praticamente instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. Os praticantes dessa modalidade de perversidade também se valem do anonimato e atingem a vítima da forma mais vil possível. Os traumas e consequências do bullying virtual são dramáticos. Como é o comportamento de um praticante de bullying? Na escola os bullies (agressores) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos. Perturbam e intimidam por meio de violência física ou psicológica e divertem-se à custa do sofrimento alheio. No ambiente doméstico, mantêm atitudes desafiadoras e agressivas. O praticante é mais “pensador” ou “executor”? Podem se apresentar das duas formas. Em ambos os casos, eles são os agentes geradores e propagadores da violência. No entanto, uma coisa e certa: o bully “pensador” é bem mais perigoso, pois ele tende a ser maquiavélico, manipulador. Sua grande covardia está em usar outros estudantes como “soldadinhos” executores de suas maldades, sem que precisem sujar a sua “imagem” perante as autoridades superiores (professores, diretores e pais). Qual o critério para a escolha da vítima? Os bullies escolhem aqueles que estão em franca desigualdade de poder, seja por uma questão socioeconômica, de idade ou de porte físico. Não há justificativas plausíveis, mas certamente os alvos são aqueles que não conseguem fazer frente às agressões sofridas. É um ato covarde. (LM)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave