O amor sábio nos impulsiona a buscar o essencial em nossa vida

O amor e a sabedoria são energias que se complementam

iG Minas Gerais |

O puro amor é ainda desconhecido para nós. É uma energia universal potentíssima, que manifesta capacidade de coesão e de união. Mantém os átomos integrados e dinamiza o desenvolvimento da consciência em todos os graus de expressão. Há quem canalize com pureza a energia do amor, impessoalmente, sem apego ou possessividade. Mas tal expressão mais límpida do amor é em geral misteriosa e desconhecida, pois a maioria o confunde com afeições pessoais, com possessividade e dependência. Enquanto nos mantemos polarizados no nível emocional e no instintivo, nossa genuína necessidade de integração – em nós e no universo – é interpretada como necessidade de complementar-nos com um semelhante. Buscamos então o amor fora e, por esse movimento, não estabelecemos contato com a fonte de amor, que se encontra em nosso interior. No caminho do descobrimento do amor universal e puro, podemos ficar estacionados em uma de suas etapas, apegados a pessoas ou a situações. Por não o compreendermos como uma energia cósmica, infinita, desconhecemos que encontramos uma expressão dele mais profunda e abrangente toda vez que renunciamos aos nossos objetos externos de amor. É a sabedoria que traz essa compreensão e dissolve as ilusões emocionais e mentais. A sabedoria, aspecto mais elevado do amor, traz a sensibilidade interior, o conhecimento intuitivo da real necessidade dos demais seres. Portanto, dá-nos também a capacidade de ajudar sem interferir. A sabedoria indica a direção real e correta a ser seguida. Pertence ao coração, e não à mente analítica e discriminadora. Por meio da sabedoria “se compreende sem pensar”. No corpo físico, vincula-se à região cardíaca, que deveria estar desobstruída de ressentimentos e de mágoas para perceber com precisão o que o amor quer. O amor e a sabedoria trazem compreensão sem requerer pensamentos lógicos, neles não há enganos nem ilusões. E se nos perguntarem como chegamos ao amor-sabedoria, responderemos que se trata de um caminho misterioso, trilhado pela renúncia ao que já foi conseguido e pela oferta desinteressada e incondicional do melhor que existe em nosso ser. O amor é sábio quando libertador, curativo e impessoal, quando nos leva ao encontro das necessidades dos semelhantes e do âmbito em que estamos inseridos. Movidos por ele, estabelecemos metas em consonância com a evolução da vida. O amor sábio nos impulsiona a buscar o essencial e não as aparências, sempre passageiras. Faz-nos ver o que há de positivo em cada circunstância, sem nos deixar limitar por nada. O amor sábio não se restringe ao reino humano. É universal, transfigura e aperfeiçoa tudo o que toca. Assim, o que está limitado se expande e se integra ao que é a sua mais interna essência. O amor sábio nos torna compassivos e disponíveis para tudo e para todos, devotados à consumação de propósitos elevados. O amor comum, por sua vez, leva-nos a identificar-nos com as formas externas, a iludir-se com aparências e circunstâncias. Está sujeito ao ritmo da evolução natural, que tem avanços e recuos. As decepções do amor humano nos levam a descobrir as infinitas possibilidades do amor-sabedoria e a necessidade de vivê-lo. Com o brotar da sabedoria, nossa consciência é atraída para níveis internos, e o alimento que dali flui transforma-nos inteiramente. Para aprofundar no tema ou para conhecer as obras do autor, acessar o site www.irdin.org.br ou www.comunidadefigueira.org.br.

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