É o fim das vacas magras?

iG Minas Gerais |

Os mineiros vão se perguntar: "qual a novidade?" Mas para os países do hemisfério norte, que entraram em pânico com a crise econômica, o retorno aos tecidos enriquecidos por bordados, dublagens e muitas camadas tem o sabor da bonança depois de uma fase difícil. Algo como foi o período pós-quebra da bolsa nos Estados Unidos, e menos estrondoso do que o fim da Segunda Guerra Mundial. Fato é que o excesso de informação se fez presente nas estampas com pedras gigantes que surgiram na passarela da Prada e no rococó de Marc Jacobs para o verão 2014, ampliando o efeito do barroco desejável iniciado pela Dolce & Gabbana há algumas temporadas. Sim, parece que, agora, a moda está preparada para abandonar o minimalismo ou, pelo menos, reduzir a força do movimento que tem bases fincadas na austeridade e na ausência de decoração. O neoprene aparece como a face mais moderna e discreta dessa contra-tendência. O tecido emprestado dos esportes aquáticos foi o mais badalado da última Premier Vision, eleito pelo júri que teve, entre os participantes, o estilista Victor Dzenk. Apesar das dificuldades de os brasileiros terem acesso à matéria-prima importada, o efeito cascata acaba influenciando nossos estilistas. Junto, vêm as geometrias, que migram das estampas para as tramas, também deixando outras texturas mais encorpadas. A tecnologia entra em cena unindo tudo, já que muitos bordados saem prontos do forno. Ficam para as bordadeiras o preciosismo do feito à mão, uma das riquezas dos mineiros. Silvana Holzmeister é mestre em moda, jornalista especializada em moda e editora do site http://silvanaholzmeister.com . Ela divide este espaço com Jack Bianchi, Lobo Pasolini, Ludmila Azevedo e Mariana Rodrigues

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