Passado e futuro juntinhos

Temporada mais importante do calendário, SPFW olha pra frente sem perder de vista os clássicos

iG Minas Gerais | Deborah Couto e Silva |

Andre Penner
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O passado e o futuro se contrastam nessa edição da São Paulo Fashion Week, que terminou na última sexta. Há um certo clima retrô que paira no ar, como mostraram as coleções de Acquastudio, Alexandre Herchcovitch e Tufi Duek, entre outros.    Na contramão do olhar para trás, estão marcas como a Ellus e a Forum e os estilistas Pedro Lourenço e Fernanda Yamamoto, só para citar alguns. Pois vamos ao melhor dos melhores?! Quem fez o quê Um verdadeiro passeio por etnias. A temporada começou com ares de mística celta, que pautou a coleção da Animale. Resultado? Muitas minis de pregas, inspiradas no tradicional kilt, tartans e elementos clássicos da região dividiram espaço com pinceladas de pegada mais moderna, inspiradas no gótico e no punk. Como não poderia deixar de ser, a marca contou com um time de tops liderado pela norte-americana Karlie Kloss e que contou com as presenças de Ana Beatriz Barros, Caroline Ribeiro e Ana Claudia Michels, entre outras. Outro destaque vai para a Osklen, que aproveitou a Copa do Mundo para trazer um desfile temático, inspirado no futebol. Os tons primários tiraram a monotonia do minimalismo tradicional da grife, marcado pelo preto e branco tradicional dos uniformes de futebol. Menção honrosa para a fila final, em que, em contraste com um telão com imagens do campo, os modelos pareciam verdadeiros jogadores. Ao som do Quarteto de Cordas de São Paulo, Alexandre Herchcovitch apresentou um desfile impecável no Theatro Municipal. Cenografia, música, cartela de cores e a juventude das modelos. Tudo ali combinava. Em parceria com a estilista Martha Medeiros, ele desconstruiu camisolas antigas, apresentando-as com cara contemporânea, ora em tons pastel, ora em preto profundo, ora em pink mesclado a laranjas e tons de uva. As sobreposições deram o tom do desfile que contou com a presença de Sabrina Sato – elegantérrima, diga-se. Os austeros anos 1940 inspiraram o desfile da Acquastudio, que investiu pesado nos comprimentos midi e nas capas. A moda festa da grife trouxe muito brilho em bordados, preto e uma série de vermelhos luxuosos com calças cropped bem quarentinhas. O novo queridinho Darling das bem-nascidas, o baiano Vitorino Campos criou uma bonita imagem de moda. Apostou forte na camisaria, em tecidos com brilho discreto e em lãs pesadas. Elegância, aliás, foi a palavra de ordem de sua apresentação. Como já havia anunciado, Fause Haten desfilou para o povo em plena avenida Paulista, criando um dos maiores eventos da temporada. O desfile trouxe uma mistura de moda festa e Shibuya (bairro moderno japonês). A Ellus também investiu no oriente. A inspiração é mesclada a uma referência a locais de altas montanhas, além da vida na metrópole. Tudo isso misturado gera utilitários bem-pensados, em cartela de cores escuras pontuada por vermelhos. O grande lance do desfile, que aconteceu no Theatro Municipal, ficou por conta do coral de 40 homens, cantando hits pop. Nossos mineiros Com um olhar positivo sobre o sertão, Ronaldo Fraga emocionou a plateia, no quarto dia de desfiles do evento. Destaque para o uso majestoso do couro e para os tricôs de tramas largas. Patrícia Motta, outra mineira na temporada paulistana, se inspirou nos cristais de gelo e apostou em um casting poderoso, com direito a Shirley Mallmann. A temporada de inverno parece ter sido o melhor momento para a estreia de Patricia, já que sua matéria-prima principal, o couro, foi um dos hits na maioria dos desfiles.

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