De volta para o aconchego

Na tentativa de criar um oásis para a família, empresária aposta no conforto

iG Minas Gerais | Ana Paula Marques |

Daniel Mansur
A iluminação por meio de croica cria um ambiente mais aconchegante e acolhedor
Um recanto para a família. Essa foi a preocupação da empresária Vênica Lima ao decorar o apartamento que divide com o marido e os filhos há três anos. O imóvel, na zona Sul de Belo Horizonte, é um oásis na vida de Vênica, que teve o cuidado de aproveitar bem todo o espaço disponível. “Não usei nada que não fosse usual e prático”, conta.   Formada em história da arte, Vênica trocou a profissão pela decoração. Há mais de 25 anos no mercado da decoração, com uma loja que leva seu nome, a empresária acabou se tornando uma decoradora honorária para seus clientes, justamente pela habilidade de “esquentar os ambientes”, tornando espaços impessoais em recantos aconchegantes. Vênica, que desde cedo tomou gosto pela decoração, quando modificava a casa dos pais, acredita que o segredo é entender as necessidades dos moradores antes de partir para o processo de remodelação do ambiente. “Gosto de usar peças autorais e/ou artesanais, que trazem um pouco de 'gente' junto”. Na própria casa, a empresária caprichou nos detalhes que priorizam a praticidade, como o posicionamento dos móveis – que privilegia a circulação – e a iluminação aconchegante, com uso de croica. A luz indireta, inclusive, por ser menos óbvia e invasiva, é ideal para reproduzir a sensação de aconchego. Os toques de delicadeza também estão por toda parte, como no trabalho de nanquim no linho do artista plástico Sussuca, que ganhou um espaço especial. “Quem olha não sabe se o quadro foi feito para o nicho ou vice-versa”, lembra. Por valorizar o tempo que passa com o marido e os filhos, Vênica investiu tempo e carinho na sala de jantar, que conta com uma bela vista panorâmica. No entanto, é na mesa redonda de quatro cadeiras, em outro ambiente, que a família se reúne religiosamente todos os dias. “Talvez seja um dos meus lugares preferidos, um ponto de encontro onde falamos todos os assuntos”. O segredo, segundo a empresária, é lembrar quem vai morar no imóvel. “A casa deve ser vivida pelos moradores, e não pelas visitas”, observa.

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