Esplanada gera frustração

Frequentadores reclamam da falta de opções no entorno do estádio, como bares e restaurantes

iG Minas Gerais | Bruno Trindade |

Douglas Magno FOTO: Douglas Magn
Concreto. Área que antes era usada como estacionamento e tinha barraquinhas de comida foi quase toda cimentada, com poucas árvores e opções de lazer para a torcida
Depois de mais de dois anos fechado para reforma, o Mineirão foi reaberto, em fevereiro de 2013, com muita expectativa da população mineira, acostumada a acompanhar jogos de futebol no estádio. Modernizado, o Gigante da Pampulha veio cercado por uma esplanada, construída com o objetivo de se tornar um espaço de convívio para os torcedores, tanto em dias de partidas quanto em datas sem jogos. Porém, nove meses após a sua reabertura, o que se vê nos dias de jogos é um local vazio, escuro e que as pessoas não usam como espaço de convívio como fora planejado, mas apenas como passagem para acessar a parte interna do estádio. Os cruzeirenses, principais frequentadores do local, já que o rival Atlético manda as partidas na Arena Independência, apontam a falta de atratividade da esplanada para o fato de ela permanecer vazia. O digitador Libério de Araújo Lobato, 32, afirmou que o local não cumpre nada daquilo que ele propõe. “Acho que essa esplanada não precisaria nem existir. Antes, neste local, tinha mais árvores e a gente se reunia para tomar cerveja no gramado e conversar. Acho que a atual construção acabou com isso. Não existe interação das torcidas. Essa esplanada foi feita para europeu ver. Muito seca e longe da realidade do povo brasileiro”, declarou o torcedor. Segundo a oficial de apoio judicial Rafaela Borges, 25, falta clarear o espaço e oferecer mais opções para os torcedores passarem a utilizar o local. “Não tem bebida, que é o que atrai muitas pessoas. Mas também não tem bar, nem mesa para as pessoas sentarem. Eles podiam colocar quiosques, mesmo que não vendesse bebidas, para atrair mais a galera. A esplanada também é escura, eles não acendem todas as luzes”, questionou. O gerente administrativo Pedro Andrade, 22, afirma que falta o que fazer no local. “Faltam bares, barraquinhas. Falta alguma coisa. Não tem nada aqui na esplanada. E os lugares que têm, são muito caros”, reclamou. Segundo a assessoria da Minas Arena, o espaço é aberto ao público diariamente. Nos dias de jogos, atividades são programadas, mas só acontecem esporadicamente. Já foram realizadas ações do Cruzeiro, como o Parque do Raposão, e ações da própria Minas Arena, como eventos de embaixadinhas. O consórcio informou, ainda, que aceita sugestão dos torcedores, que novidades serão implantadas em 2014 e que os preços cobrados nas lojas são definidos pelos comerciantes.        

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