Olhares sobre o acesso às galerias

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Frequentadora de galerias de arte e de museus, a designer de interiores Sabrina Taurisano se diz motivada a conhecer esses espaços pela possibilidade de adquirir conhecimento. “Para mim ir até uma galeria significa uma meio de absorver cultura. Não necessariamente eu tenho que comprar algum trabalho, apenas ter a possibilidade de vê-lo é algo que me satisfaz”, relata ela.   O designer gráfico Erick Breder, por outro lado,visita menos as galerias, porque, de acordo com ele, lhe falta informação sobre elas. “Eu morei muito tempo em Manhuaçu, no interior de Minas Gerais, e vim para Belo Horizonte estudar e trabalhar. Eu não conheço muito as galerias da cidade e talvez por isso eu visito mais os museus, pois de alguma forma eles têm mais visibilidade”, disse Breder, enquanto circulava pela mostra do escritor Fernando Sabino, no Centro Cultural Banco do Brasil. A aposentada Maria Inês Bizzotto conta que hoje acompanha menos a cena artística quanto há alguns anos atrás, mas mesmo assim na última quarta-feira conseguiu conferir a mostra com obras da artista Tomie Ohtake na recente galeria do Centro Cultural Minas Tênis Clube e visitou o Memorial Minas Gerais-Vale, na praça da Liberdade. Para ela, o receio das pessoas entrarem em espaços como esses, envolve ainda outro fator além da possibilidade de ali se comercializar arte ou não. “Muitas vezes elas acham que não vão entender determinada obra, se questionam o que estão fazendo ali, se perguntam se aquilo é arte. Seja uma galeria de arte ou um museu, o que bloqueia as pessoas também a ver com o acesso à educação”, opina. 

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