Casa no Santo Antônio é ocupada por intervenção

Grupo queria debater a apropriação de espaços para fins culturais. Imóvel dará lugar a um prédio; ideia não é ficar no local, mas incentivar a reflexão

iG Minas Gerais | Natália Oliveira |

PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Manifestantes usaram roupas de Carnaval e bonecos gigantes
Uma casa ociosa prestes a se tornar mais um prédio foi ontem palco de reflexões sobre a verticalização de Belo Horizonte e a apropriação de espaços na cidade. O projeto, denominado Manutenção em Procedimento e Apropriações (Mapa), foi idealizado por um grupo de jovens que ocupou uma casa no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul da capital, com diversas atividades culturais. O clima intimista com churrasco, cerveja, música e exibição de vídeos era convidativo para moradores da região, artistas e outras pessoas interessadas no evento, que reuniu cerca de cem pessoas. Lucas Kröeff, um dos representantes do Mapa, contou que os donos deixaram a casa no início do ano e, desde então, alguns artistas começaram a ocupar o local. “Nós temos uma boa relação com a família que é dona do espaço. Não vamos ficar na casa e impedir a construção do prédio, que deve ocorrer no ano que vem. Queremos apenas discutir e interagir com os movimentos de ocupação de toda a cidade”, explicou. Programação. Cenas cotidianas dos moradores da cidade foram apresentadas na sala da casa. Algumas mostravam, por exemplo, as pessoas pegando ônibus no horário de pico. Saiba mais Programação . Audiência. 0 Haverá um bazar no Espaço Comum Luiz Estrela nesta manhã. As pessoas poderão levar objetos e roupas para vender ou trocar. Ao longo do dia de hoje, haverá exibição de filmes, e os ocupantes receberão membros da Assembleia Popular Horizontal, grupo que debate problemas da capital. Na próxima quarta-feira, às 9h30, haverá uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para discutir a ocupação no Santa Efigênia.

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