Rivais esperam por Anastasia

Concorrentes admitem que o governador será imbatível na corrida pela única vaga ao Senado

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Antonio Anastasia é considerado um concorrente muito forte
A indefinição do governador Antonio Anastasia (PSDB) a respeito da candidatura ao Senado em 2014 tem colocado os partidos interessados na vaga em compasso de espera. O motivo, segundo lideranças de PT e PSB, é a dificuldade que as legendas terão em vencer o tucano em uma eventual disputa. Do lado do PT, já existe um acordo interno a respeito da vaga ao Senado. Se Anastasia decidir deixar o governo no primeiro semestre do ano que vem para se candidatar à vaga, um nome com menos força será lançado, podendo ser o de um petista ou de outro partido aliado, como PMDB, PCdoB, PRTB ou até mesmo do PSD, caso a sigla opte em apoiar a candidatura do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, ao governo mineiro. “Se Anastasia for, ele é imbatível. A proposta é investir em um nome menos conhecido, mas que tem pretensão de ganhar espaço na vida pública. Às vezes algum deputado que tem pretensão de se lançar a prefeito ou até senador em 2016 ou 2018. Mas é uma disputa perdida, só para fazer nome e ganhar experiência”, explica um petista sob a condição de anonimato. Os nomes que aceitariam entrar nessa disputa ainda não são falados, já que algumas lideranças do PT ainda acreditam em uma possível desistência de Anastasia. O certo, porém, é que caso o governador deseje se lançar, o senador Clésio Andrade (PMDB) e o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, deixariam de ser possibilidades para o Senado, e, consequentemente, os espaços para acomodar os aliados em uma chapa majoritária ficariam ainda mais reduzidos. Concorrência. Do lado do PSB, o planejamento é semelhante. O nome considerado mais provável para uma candidatura é o do presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, que no mês passado se filiou ao PSB. Uma definição, porém, também depende da resposta de Anastasia, que deve ser dada até março do ano que vem. Lideranças socialistas argumentam que há mais uma dificuldade em lançar Kalil na disputa. É que o dirigente do Atlético se diz muito próximo de Anastasia para “encarar” esse embate. “É uma definição que só poderá ser tomada mais para frente. O partido ainda tem que definir seu rumo em Minas, apesar de o Kalil se dizer interessado em um cargo majoritário”, afirma um deputado do PSB. Pressão. Se depender do PSDB, Anastasia não poderá negar a candidatura ao Senado, já que, na avaliação dos tucanos, o lançamento do governador reforçaria o palanque do senador e pré-candidato à Presidência da República no ano que vem, Aécio Neves.Em dois eventos do PSDB nesta semana, Anastasia foi chamado de senador pelos integrantes dos partidos aliados. Em Uberlândia, por exemplo, o nome do governador foi ouvido em couro. O mesmo ocorreu em almoço entre partidos da base aliada na última quinta-feira.

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