História preservada em charmosa vila

Turistas exploram antiga trilha holandesa em meio à mata

iG Minas Gerais | Letícia Lins |

Fotos Hans von Manteuffel/ ag. o globo
Colírio. Do alto de Villa Velha se aprecia uma bela paisagem com a Coroa do Avião ao fundo
Com quase 70 km², a ilha de Itamaracá tem 11 praias, sendo as mais frequentadas a do Forte, Pilar, Forno da Cal e Jaguaribe. É nesta última que Lia, que se apresenta no Rio de Janeiro e em São Paulo com regularidade, movimenta as cirandas que deram fama à ilha. Além das praias, outro local muito visitado é Vila Velha, com acesso por estrada de paralelepípedos, aberta no meio da mata nativa. São apenas 6 km da estrada até o centro do vilarejo, onde se tem a impressão de que o mundo parou. Vila Velha foi a antiga sede da capitania hereditária de Itamaracá, cuja ocupação teve início em 1516. À época, havia ali duas igrejas, uma cadeia e um porto. Uma das igrejas ainda sobrevive, a de Nossa Senhora da Conceição, erguida no final do século XVI e muito simples. Muitas pessoas que visitam Vila Velha fazem a antiga trilha dos holandeses, que leva até a praia. Do vilarejo, descortina-se o mar azul, a Coroa do Avião, o Forte Orange, os manguezais e as colinas verdes da ilha. Gastronomia O único restaurante do local é o Encontro de Amigos, muito simples – as galinhas passeiam no quintal –, servindo petiscos como camarão ao alho e óleo, fritada de siri, peixe frito e até paella. Na parte baixa da ilha, próximo ao forte e na beira-mar, são muitos os bares e restaurantes que servem sururu, mariscos e, sobretudo, o filé de agulha branca, peixe saboroso que só existe no Nordeste. No Casa Cheia, os preços variam de R$ 20 (porção de marisco) a R$ 45 (fritada de camarão ou siri). Outra boa pedida é parar na cabeceira da ponte Getúlio Vargas, que liga o continente (no município de Itapissuma) a Itamaracá. Há uma praça popular de alimentação, onde se pode saborear uma deliciosa caldeirada, acompanhada de pirão e arroz branco, por R$ 45. A porção seria para duas pessoas, mas três comem bem. No local, a caldeirada mais famosa e tradicional é a da Irene. Vá sem medo, e desfrute da paisagem do canal de Santa Cruz, que separa a ilha do continente, com seus barquinhos coloridos. Também não deixe de comprar frutas e doces deliciosos que são vendidos na estrada que dá acesso à ilha: manga-rosa, mangaba e caju podem ser comprados por R$ 5 (uma bacia cheia). Os doces, vendidos em pequenos potes, também custam R$ 5 e são saborosos, principalmente as passas de caju e o de mamão verde com coco. Apesar de ainda ter muitas áreas verdes, Itamaracá sofre com a sujeira deixada nas ruas e praias e não conta com grande infraestrutura hoteleira. Mas possui pelo menos um bom hotel, o Orange, quase vizinho ao forte. Quem leva Operadora: CVC  (31) 3280-6990 Destino. Recife e Olinda Inclui.Aéreo Belo Horizonte/Recife, voando azul, mais sete diárias no hotel onda mar em apartamento luxo, com café da manhã, além de traslados. O pacote também tem city tour por Recife e Olinda (refeições, ingressos em igrejas, conventos, fortes, museus, parques etc. não inclusos) Preço.A partir de R$ 1.658 à vista ou em 12 parcelas de R$138,10, para saídas em 30/11/2013 Como ir De carro. tamaracá fica a 45 quilômetros de Recife pelas rodovias asfaltadas BR-101, PE–35 e PE–001. De ônibus.A empresa Itamaracá liga Recife à ilha, das 7h25m às 23h30m, mas o passageiro tem que trocar de ônibus no terminal da cidade histórica de Igarassu.  

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