‘Kit enxoval’ pode entrar no Minha Casa Melhor

Proposta é que R$ 1.300 sejam para 39 itens, o que vai elevar faturamento

iG Minas Gerais |

Facilidade. Programa do governo prevê financiamento de R$ 5.000 para comprar itens em 48 vezes
Rio de Janeiro. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) quer a inclusão de produtos de cama, mesa e banho, numa espécie de “kit enxoval” ou “kit têxtil”, no rol de itens financiáveis no programa Minha Casa Melhor, que oferece crédito a mutuários do programa Minha Casa, Minha Vida.A proposta foi feita ao governo há cerca de dois meses. Na reunião do conselho da Abit, anteontem, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos, informou que a ideia está em análise pelo governo. Segundo o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, a proposta pode ampliar em 10%, ou R$ 1,5 bilhão, o faturamento anual do segmento de cama, mesa e banho.Pelo projeto do setor têxtil, do limite de R$ 5.000 oferecido para os mutuários do Minha Casa, Minha Vida no cartão da Caixa, R$ 1.300 seriam destinados a 39 itens de cama, mesa e banho, aí incluídos lençóis, toalhas de banho e mesa, carpetes, edredons, cobertores etc. O pressuposto é que, para as famílias incluídas no Minha Casa, Minha Vida, esses produtos seriam mais urgentes que eletrodomésticos e eletroeletrônicos, como “tablet ou forno eletrônico”. “A gente tem um pleito de pagamento de 48 meses, com juros baixos, semelhantes ao do Minha Casa Melhor, em lojas coordenadas, e que, absolutamente, não sejam produtos chineses”, completou o presidente da Abit. Alíquota diferenciada. Ao lado da ampliação do escopo do Minha Casa Melhor, a prioridade da Abit para 2014 é a aprovação do Regime Tributário Competitivo para a Confecção (RTCC), também apresentada ao governo federal no primeiro semestre. Nesse caso, a proposta é a alíquota média dos tributos federais sobre o segmento de confecção (a “ponta” da cadeia têxtil) passar de 18% a 20% para 5% a 6%. O regime poderia até ser temporário.“A gente tem tanta confiança que, se o governo desse um período de três anos, cinco anos, ele vai sentir que vai arrecadar mais, vai gerar mais impostos e que vai gerar mais riqueza para o país, em todo o Brasil, pela capilaridade da indústria têxtil”, defende Diniz Filho.

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