Dilma minimiza atritos locais

Presidente disse que rusgas com o PMDB nos Estados não prejudicam aliança nacional com a sigla

iG Minas Gerais |

Roberto Stuckert Filho/Presidên
Sucessão. Presidente evitou comentar sobre possível nome para disputar o governo da Bahia pelo PT
Salvador. A presidente Dilma Rousseff minimizou ontem os atritos existentes nos Estados entre PT e PMDB em torno da construção de alianças regionais. Em entrevista a rádios da Bahia, a petista afirmou que a “política nacional se impõe sobre arranjos locais” e que “o que é regional tem que ser resolvido regionalmente”. “Se houver problemas que podem interferir na aliança nacional, eles vão ser tratados como uma questão nacional, mas aí você tem que me dar o fato concreto. O fato concreto é que o que é regional tem que ser resolvido regionalmente”, disse a presidente. Dilma afirmou ainda que “é óbvio que os partidos no Brasil não são homogêneos” e lembrou que a base de sustentação do governo inclui outras siglas afora o PMDB. “A aliança do meu partido, o PT, com o PMDB é muito importante para o governo federal. No entanto, não são só esses dois partidos que participam da aliança. Nós temos uma grande aliança partidária que sustenta o meu governo, seja do ponto de vista do Parlamento, da governabilidade ou dando respaldo à gestão”, afirmou. PT e PMDB enfrentam abalos na relação em alguns Estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, o PT defende a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo, sinalizando rompimento com o PMDB do governador Sérgio Cabral e do vice, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato da situação à sucessão estadual. Já na Bahia, o PMDB, que faz oposição ao governador Jaques Wagner (PT), ensaia união com o Democratas e o PSDB para a eleição estadual. Não à toa, a presidente tem intensificado as idas ao Estado. Ontem foi a terceira visita da presidente à Bahia em pouco mais de 15 dias. No ano, já são seis agendas oficiais no Estado. Nesta sexta-feira, Dilma inaugurou a Via Expressa Baía de Todos os Santos e prometeu voltar em breve para acompanhar as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que, de acordo com ela, estão a todo vapor. Em entrevista a rádio locais de Salvador, a presidente foi questionada sobre se desconfiava de quem seria o candidato do governador Jaques Wagner ao governo da Bahia. “Não desconfio. O Jaques Wagner não me disse. Ele é muito discreto”. Dilma evitou confirmar se o secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, disputará o governo pelo PT. A presidente também foi perguntada sobre se gostaria de levar Jaques Wagner para trabalhar com ela em Brasília. Dilma afirmou que existe uma distância grande entre a vontade dela e a do governador. “Sempre que puder ter Jaques Wagner perto de mim, eu gostaria de ter, mas entendo as responsabilidades dele aqui (na Bahia)”. Democratas Republicana. Ao lado do prefeito de Salvador, ACM Neto, Dilma disse que “é um prazer fazer parceria também” com ele, que é do Democratas, partido de oposição ao governo federal. Discurso “A política nacional do meu governo se sobrepõe a qualquer aliança regional. Se houver problemas que podem interferir na aliança nacional, eles vão ser tratados como uma questão nacional, mas aí você tem que me dar o fato concreto. O fato concreto é que o que é regional tem que ser resolvido regionalmente.” “A aliança do meu partido, o PT, com o PMDB é muito importante para o governo federal. No entanto, não são só esses dois partidos que participam da aliança.” Dilma Rousseff

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