Protesto na Via Expressa acaba com 5 presos e pelo menos 18 feridos

Moradores da ocupação Willian Rosa fecharam a via queimando pneus e galhos; segundo PM 3 militares foram feridos e de acordo com os manifestantes, 15 pessoas foram feridas pela polícia durante o confronto

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

A manifestação dos moradores da ocupação Willian Rosa que começou no fim da tarde dessa sexta-feira (1) na Via Expressa, em Contagem, na região metropolitana da capital, acabou atravessando a madrugada deste sábado (2) com conflitos entre manifestantes e militares. Cinco moradores da ocupação foram presos. A confusão teria começado quando os manifestantes queimavam pneus e galhos para fechar a via e a polícia teria tentado conversar com eles para que pelo menos uma faixa da pista fosse liberada para a passagem dos motoristas. Segundo Lacerda dos Santos, um dos líderes da ocupação, cerca de 15 pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridas. Uma delas, ainda de acordo com Lacerda, levou um tiro de um policial e foi socorrida pelos próprios manifestantes. Além disso, os militares também lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os moradores. Já segundo a Polícia Militar (PM), os cinco manifestantes que foram presos tentaram agredir os militares lançando objetos. Além disso, ainda de acordo com a PM três policiais ficaram feridos e algumas viaturas foram danificadas. A confusão envolveu duas mil pessoas. O dado foi passado pela PM, apesar de a manifestação contar com apenas cerca de 500 pessoas quando começou.  Visita Nessa sexta-feira (1), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visitou a ocupação William Rosa e Rosa Leão, no bairro Juliana. As duas áreas, juntas, reúnem quase 12 mil famílias.   Vivendo em uma área de 210 mil m² desde 11 de outubro, 3.900 famílias habitam um terreno reivindicado pela Ceasa. Do total aproximado de 16 mil pessoas, 5.000 são crianças e 1.500, idosos. O mandado de reintegração de posse já foi concedido pela Justiça, mas ainda não há data para que ela seja efetivada.    “Essas pessoas são trabalhadoras e não querem nada de graça”, garantiu a líder comunitária Sandra Fernandes da Silva, moradora do Jardim Laguna e que está oferecendo apoio aos habitantes da ocupação William Rosa. Ela contou que, além das 16 mil pessoas vivendo no local, há outras mil famílias em uma lista de espera. Se a ordem para reintegração de posse for efetivada, elas não terão para onde ir, afirmou Sandra.   Rogério Correia garantiu aos habitantes das duas ocupações que vai enviar um relatório mostrando a realidade das famílias, com fotos, às principais autoridades estaduais e municipais, além da própria Presidência da República. “O direito à moradia é previsto na Constituição e precisamos lutar para que ele seja garantido”, afirmou o parlamentar.  

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