Pais de alunos da escola Interagir protestam em apoio a instituição

Eles querem que a escola pare de ser perseguida e que os pais da criança que foi mordida deixem o local em paz

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

andreza/ webreporter
Pais realizam ato para apoiar a escola onde os filhos estudam
Cerca de 30 pessoas, entre pais e alunos da escola particular Interagir, em Contagem, realizaram uma manifestação na frente da instituição na manhã deste sábado (2). O motivo do ato é apoiar a escola que, segundo os pais, vem sendo perseguida após uma criança ter tido cerca de 30 mordidas pelo corpo no local. Segundo a mãe de uma das crianças matriculadas na escola, que preferiu não se identificar por temer represálias, a maioria dos pais dos alunos são a favor da instituição. "Não encontrei nenhuma escola em Contagem que trata as crianças como a Interagir trata. O carinho que eles tem com os nossos filhos deixa a gente seguro", disse. Ainda de acordo com a mãe, a escola vem sendo perseguida desde o ocorrido. "A diretora está recebendo ameaças e os pais da criança que foi mordida estão fazendo de tudo para fechar a escola", contou. Segundo ela, a diretora já responde a um inquérito. "Agora chega, né? Se eu estivesse no lugar desses pais faria a mesma coisa, registraria um boletim de ocorrência, até porque isso poderia ter acontecido com qualquer uma das crianças. Mas daí a ficar perseguindo a escola e tentar fechar já é demais", explicou. Ainda de acordo com a manifestante, alguns pais já tiraram os seus filhos da escola depois do episódio. "A gente tem filhos que estudam aqui, e precisamos trabalhar. Deixem a escola em paz", enfatizou. Não houve registros de tumulto durante o ato. Entenda No dia 15 de outubro, uma menina de 1 ano e 10 meses, recebeu cerca de 30 mordidas de outra criança quando dormia em um dos berçários da escola. A direção da escola informou que no momento do ocorrido, havia uma festa na escola e a música estava alta e, por isso, o choro da criança não foi ouvido. Ao buscar a criança na escola e ver as marcas de mordidas por todo o corpo, o pai, Wagner Silva, ficou indignado. "Recebi uma ligação dizendo que a minha filha havia sido mordida por outra criança, mas achei que era coisa boba, pois já aconteceu em outras duas ocasiões de ela ser mordida por um coleguinha. Mas quando cheguei lá, o corpo dela estava todo marcado. Como isso acontece dentro da escola e ninguém faz nada?", disse Wagner. A instituição chegou a ser embargada pela prefeitura por falta de alvará após a denúncia, mas como apresentou os documentos para regularizar a situação, voltou a funcionar no dia seguinte. 

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