Vice-presidente atleticano critica CBF por reviravolta em pena celeste

Para Daniel Nepomuceno, atos praticados pela torcida cruzeirense em clássico se assemelham aos praticados por torcedores corintianos em Oruro, na Bolivia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

PÁGINA OFICIAL/FACEBOOK
Daniel Nepomuceno, que também é vereador de BH, usou as redes sociais para dar sua opinião sobre pena aplicada ao rival
O vice-presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, causou polêmica nesta sexta-feira ao expressar, via redes sociais, sua opinião sobre a reviravolta anunciada pela CBF na perda de mando de campo imposta ao Cruzeiro pelo STJD. A equipe celeste foi punida pelo STJD após os incidentes de sua torcida no clássico com o Galo, no Independência. Duas torcidas da Raposa se envolveram em uma briga, além de bombas terem sido arremessadas em direção aos torcedores alvinegros. Para o dirigente alvinegro, os atos praticados pela torcida cruzeirense se assemelham aos praticados por torcedores corintianos em Oruro, na Bolivia, quando o garoto Kevin Espada, de 14 anos, acabou morrendo após ser atingido por um sinalizador. A diferença entre os dois casos, segundo Nepomuceno, é a ausência de vítimas fatais no Independência. Outros fatos foram citados pelo vice-presidente alvinegro, que também criticou a Receita Federal pela retenção de parte do dinheiro da venda do garoto Bernard ao Shakthar Donetsk, da Ucrânia. Confira a mensagem de Nepomuceno, publicada em sua página oficial no Facebook: "O continente inteiro lamentou a morte do jovem Kevin Espada, atingido por um sinalizador deflagrado por um torcedor do Corinthians na Bolívia, em fevereiro de 2013. A forma como o pai de Kevin descrevia o filho com o crânio aberto puxava um coro de severa punição ao Corinthians. Meses depois, o portão 2 do estádio Independência, setor onde ficam os sócios Galo na Veia, foi atingido por bombas, sinalizadores, entre outros objetos atirados pela torcida visitante. A diferença é que não houve um crânio exposto para uma punição justa com o ideal de inibir novos acontecimentos de tragédias em um ambiente que deveria ser de festa. O STJD viu sua decisão, que já era a mais branda possível, seguindo ordens da CBF. As portas ficam abertas para que influências externas interfiram na segurança do torcedor que já não vai ao estádio com a mesma frequência por fatos como o ocorrido no Independência. O Atlético foi obrigado a ceder dez por cento da carga dos ingressos para a torcida visitante, assim como acontecerá em 2014. A dúvida que fica é se a decisão da CBF não passará uma sensação às mesmas pessoas de que nada é proibido, já que se trata de um caso reincidente após o clássico em dezembro de 2012". Continuamos trabalhando para manter um estádio seguro, já que não há ocorrências parecidas desde que passamos a jogar no Independência. Trabalhamos também para vermos um Atlético forte dentro de campo e fora das quatro linhas, pregando igualdade no julgamento de todos os clubes em casos semelhantes daqui em diante. O dinheiro da maior transação do clube segue retido, mesmo com as várias tentativas de conversa e negociação. Esperamos que existam as mesmas portas abertas entre o governo e o esporte para solucionarmos esse caso o mais rápido possível"

Leia tudo sobre: futebol nacionalatléticogalocruzeiroraposastjdpunição