Missão Marrocos: os combatentes do Mundial - Auckland vai sem parceiro de Messi

Equipe neozelandesa perdeu seu principal jogador em junho e é tida como a mais fraca da competição, mas o objetivo é maior do que vitórias

iG Minas Gerais | GABRIEL PAZINI* |

REPRODUÇÃO/AUCKLAND CITY
Revelado pelo Barcelona, Expósito disputou o Mundial de Clubes pelo Auckland em duas oportunidades
O Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, no Marrocos, é um marco na história do Atlético. A competição será o maior desafio dos 105 anos do Galo e a chance de conquistar o maior título de sua história, além de fechar o ano de 2013 de forma incrível, com os títulos inéditos do Mundial e da Libertadores, além do Campeonato Mineiro. Uma tríplice coroa de dar inveja. No entanto, outros seis clubes também sonham com a taça e a glória na África. Por conta disso, o Super FC apresenta a série especial "Missão Marrocos: os combatentes do Mundial". A reportagem vai analisar, a cada semana, um participante do torneio. No segundo capítulo, o time analisado é o Auckland City, clube da Nova Zelândia e campeão da Liga dos Campeões da Oceania. Futebol por amor O Auckland City (NZE) é, sem sombra de dúvidas, a equipe com mais adversidades neste Mundial de Clubes. Além de ser tecnicamente inferior aos outros times que disputam o torneio, o Auckland e seus jogadores contam com pouca experiência internacional e o próprio clube se autointitula amador e reconhece que a maior parte de seus atletas têm outras formas de sustento. E como se tudo isso não bastasse, os Navy Blues perderam seu principal jogador, o atacante espanhol Manel Expósito, em junho. No entanto, os neozelandeses não se importam muito com isso. Afinal, para o Auckland City, o objetivo de estar no Mundial de Clubes é adquirir experiência internacional e continuar a popularizar o futebol na Nova Zelândia. O Auckland e seus jogadores jogam pelo amor ao futebol, não pelo status, nem pelo dinheiro. Falta experiência internacional? Como já mencionado, os Navy Blues se consideram um time amador e seus jogadores têm outras formas de sustento. A Liga da Nova Zelândia, conquistada pelo clube em quatro oportunidades, não é dos campeonatos com melhor nível técnico e tático do mundo, e também não faz o time adquirir tanta experiência quanto outros torneios espalhados pelo globo. A mesma realidade se aplica à Liga dos Campeões da Oceania, campeonato conquistado pelo Auckland em cinco oportunidades - o time é o atual tricampeão. No entanto, essa será a terceira vez que os neozelandeses vão viajar para disputar o Mundial de Clubes. É bem verdade que o City foi eliminado logo no primeiro jogo nas duas vezes anteriores em que participou do Mundial, ambas para times japoneses: Kashiwa Reysol, em 2011, e Sanfrecce Hiroshima, em 2012. Entretanto, as eliminações precoces não mudam o fato de que o Auckland vai disputar seu terceiro Mundial, enfrentou equipes de outros continentes nos últimos anos e já sabe qual é a atmosfera do torneio organizado pela Fifa. Pela primeira vez sem o craque Apesar da falta de experiência internacional ser algo relativo, o City, sem sombra de dúvidas, é o time mais fraco do Mundial, tanto técnica, quanto taticamente. Além disso, o amadorismo com certeza vai pesar no confronto com o Raja Casablanca (MAR) - time dono da casa, que conta com uma torcida fanática e uma equipe melhor e mais experiente que a dos neozelandeses - e o risco do clube ser eliminado no primeiro jogo mais um vez, é alto. Outro fator que aumenta esse risco é o baque enorme para o clube nesta edição do Mundial: a perda de seu principal jogador, o espanhol Manel Expósito. Grande jogador do Auckland nos últimos anos, Expósito trocou o time pelo KAS Eupen (BEL), da segunda divisão, em junho. O atacante foi revelado pelo Barcelona (ESP) e fez sua estreia pelo time principal dos Blaugranas no mesmo dia que Messi: 16 de novembro de 2003, contra o Porto (POR), no estádio do Dragão. Sempre reservando histórias incríveis, o futebol separou os amigos: Messi virou um dos melhores da história, enquanto Expósito, prejudicado por várias lesões, não conseguiu vingar no Barça, rodou por times das divisões inferiores da Espanha e se arriscou na Nova Zelândia. Sem o espanhol, as esperanças do Auckland estão nos pés de Mario Bilen, jogador mais experiente do grupo. O meio-campista chegou a defender as seleções de base da Croácia e rodou por ligas menores da Europa, jogando por clubes da Croácia, da Albânia e da Bósnia. *com supervisão de Leandro Cabido

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