Presidente diz que protestos violentos são “fascistas”

Ações depredatórias de grupo são duramente criticadas

iG Minas Gerais |

MARCOS DE PAULA
Pânico. Confronto entre militares e integrantes do grupo Black Bloc no centro do Rio, em outubro
Salvador. A presidente Dilma Rousseff qualificou de “fascista” a série de ações violentas que tem ocorrido em manifestações no país, mas principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Dilma defendeu nesta sexta-feira (1), em Salvador (BA), uma ação unificada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para combater as ações de vandalismo em protestos, como as que têm sido protagonizadas pelo grupo conhecido como Black Blocs. “Somos a favor de manifestações pacíficas. Mas devemos repudiar integralmente o uso da violência nessas manifestações. Não podemos aceitar pessoas tampando o rosto, destruindo o patrimônio público e machucando os outros. Essas pessoas não são democráticas”, afirmou a presidente Dilma. As declarações sobre os atos de vandalismo foram dadas durante uma entrevista a duas rádios da capital baiana. Na entrevista, a presidente Dilma Rousseff afirmou ainda que “nós temos de nos responsabilizar para não deixar que a democracia no Brasil se confunda com esse tipo de ação violenta e bárbara”. “Fascista”, criticou a presidente. Na última quarta-feira, a presidente já havia afirmado a rádios do Paraná que a “violência dos mascarados é uma barbárie”, mesma expressão que utilizou na semana passada ao condenar no Twitter a agressão a um coronel da Polícia Militar em São Paulo. Grupo. Dilma Roussef fez questão de destacar a reunião que foi realizada na última quinta-feira, em Brasília, entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. O encontro teve o objetivo de definir uma atuação conjunta entre o governo federal e os dois Estados – onde as ações têm sido mais violentas – no combate ao vandalismo. “Foi um primeiro encontro em que se definiram ações coordenadas entre as polícias. Entendo agora que as ações de vandalismo devem ser coibidas por todos os Poderes”, ressaltou a presidente Dilma. No encontro, foi criado um grupo de inteligência integrado pela Polícia Federal e pelas secretarias de Segurança Pública de São Paulo e Rio de Janeiro para tentar conter as manifestações violentas. Além desse grupo de inteligência, ficaram definidas outras três frentes de atuação: criação de um protocolo unificado de atuação das polícias; criação de grupos operacionais nos Estados entre Ministério Público e delegados para discutir as manifestações e a criação de um grupo composto por juristas para discussão de mudanças na legislação. A presidente Dilma Rousseff disse ainda que o governo pretende firmar acordo também com outros Estados. Máscaras Violência. A presidente Dilma voltou a repudiar o uso de máscaras. “O uso da violência se dá tampando a face das pessoas. Mostram não a civilidade da democracia, mas a barbárie”.

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